A grande ou a enorme questão que emana do
segmento religioso calvinista é que, uniformemente, quase
nunca se ouvem da boca de seus agregados Palavras Bíblicas, mas tão-somente
Paráfrases Bíblicas,
ao estranho pretexto paradoxal de que a Soberania de Deus representaria
um entrave para a suave e espiritualmente sobrenatural assimilação da
simplicidade contida
no Livro Santo.
domingo, 7 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
EM QUE SE DISTINGUEM?
Afinal, haveria diferença ou
diferenças marcantes, perceptivelmente marcantes, infalivelmente marcantes,
entre os ELEITOS PELA PREDESTINATÓRIA GRAÇA IRRESISTÍVEL e os CONDENADOS PELA
PREDESTINATÓRIA DESGRAÇA IRRESISTÍVEL?
O que, exatamente, os distingue na
prática, na aparência, nas atitudes, no falar, no calar-se, no agir individualmente,
no agir em público, no agir em família, no agir como autoridade, no agir como representantes,
no agir como representados, nas virtudes, nas imperfeições, na espiritualidade,
na carnalidade, nas inclinações, nas abstinências, nas permissividades, na
concupiscência dos olhos, na soberba da vida, na vaidade, na arrogância, na
alegria, na depressão, na ira, na mansidão, no discernimento, na honestidade?
Seria tão-somente pelo fato de
que, conforme frequentemente se ouve, os ELEITOS INCONDICIONADAMENTE, ainda que
pecadores sejam, ainda que pecados cometam, ainda que sujeitos às mesmas
paixões, aparentemente sintam ou efetivamente sintam desconforto interior em
relação ao pecado? E os AMALDIÇOADOS IMUTAVELMENTE, embora praticando as mesmas
transgressões, não obstante inseridos no contexto das mesmas vaidades que todo
vivente carrega nas entranhas, ainda que assaltados por variadas
concupiscências, embora tropeçando aqui
e acolá, diferenciar-se-iam daqueles unicamente pela muitíssimo tênue
característica de que, alegadamente, não acalentariam ou não cultivariam em seu
íntimo qualquer tipo de incômodo ou de pesar?
Mas o que é que na prática
cotidiana, em todos os recantos deste mundo, incessantemente acontece desde
sempre? O que é que nas ruas, vielas, avenidas, campos, rios e mares se vê? Não
são pessoas que somente se distinguem pela aparência física? Não são pessoas
que existencialmente ou comportamentalmente em praticamente tudo se assemelham?
Em inumeráveis casos, pessoas que
declaradamente se confessam alheias à religião adotam estilo de vida sadio e
compatível com a imprescindível gregariedade peculiar ao ser humano, tratam bem
suas famílias, suas esposas, seus filhos, respeitam o próximo, preservam o direito
alheio, cumprem as leis do país, agem como cidadãos de bem. E, em incontáveis
outros exemplos, pessoas que alardeadamente se dizem religiosas ou eleitas por
Deus, revelam-se antiéticas, trapaceiras,
desonestas, permissivas, agressivas, espancadoras de filhos e esposas,
corruptas e corruptoras. E, ainda, em milhões de outros casos, dá-se que tanto
os religiosos quanto os irreligiosos se assemelham entre si, ora pela boa
postura, ora pelo caráter corrompido, ora pela generosidade e nobreza, ora pela
vileza explícita.
Por que, então, Deus,
utilizando-se da Graça Predestinatória Irresistível ou Graça Irresistivelmente
Predestinatória, àqueles acolhe eletivamente e, através da Desgraça
Predestinatória Inobjetável, a estes rejeita condenatoriamente, quando em todos
eles nada há perceptivelmente e definitivamente distinguível, seja em termos de
malignidade, seja no que se refere a virtudes?
Haveria, naqueles primeiros, uma
espécie de sinal invisível na alma e, nestes, um estigma nela mesma?
Seria isso? Apenas isso? Significa,
então, que Deus, olhando à direita, viu um pequeno grupo de pessoas por Ele
criadas, ostentando atributos físicos e anímicos divinos, e, chamando-as,
deu-lhes guarida eterna; enquanto que, olhando à esquerda, divisou inumerável
multidão de viventes igualmente por Deus chamados à existência, coroados de
glória e de honra, pouco menores do que os anjos, e, amaldiçoando-os,
direcionou-os à infernalidade inacabável?
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
RACISMO
O
racismo é uma “ópera” tão tosca, tão vil, tão asquerosamente abjeta, tão
inominavelmente absurda, tão inexprimivelmente ridícula que abre ensejo a dúvidas sobre se seus adeptos seriam
cerebralmente compostos.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
A PROVA “EXIGIDA” PELOS DARWINISTAS
Cantam e decantam e tornam a decantar
os adeptos do Evolucionismo e, portanto, contrários ao Criacionismo, que cabe
aos Cristãos provar que Deus existe.
Trata-se
de um contrassenso indizível, uma contradição vulcânica, uma negação da própria
Ciência como tal.
Quem teria de algo provar é precisamente
a Ciência, isto é, provar que o homem provém da ameba, deriva de uma súbita
expansão cósmica, de uma evolução de múltiplos milênios, que ao longo de
incalculável tempo perdeu asas, perdeu escamas, perdeu chifres, deixou de
rastejar, perdeu o apêndice da região glútea, apercebeu-se do sentido de bem
comum em forma de gregariedade, adquiriu sensatez, adquiriu racionalidade,
adquiriu sentimentos, promove a solidariedade, apregoa o amor...
Ela, a Ciência, é que se propõe a
descobertas e invenções através dos séculos. Tudo indica que a demanda dos
ateístas-evolucionistas é no sentido de que compete aos criacionistas, isto é,
aos que creem na existência de Deus, não apenas “provar”(sic) que Deus é real,
mas necessariamente teriam de “apresentar” Deus, apontar para Deus, exibir
Deus, convocar Deus para que se mostre aos incrédulos.
Seria um diálogo mais ou menos assim:
“Olá,
ateístas-evolucionistas, nós trouxemos Deus aqui para apresentá-lo pessoalmente
a vocês. Deus, estes são os evolucionistas sobre os quais falamos. Evolucionistas,
este é Deus de cuja existência vocês duvidavam”.
sábado, 21 de novembro de 2015
A ILUSORIEDADE BÍBLICA APREGOADA PELO CALVINISMO
Inconfessavelmente pela boca de seguidores do
movimento religioso calvinista, quer por não o saberem, seja porque induzidos a
erro, quer por receio de desagradar e perder adeptos, tudo o que na Bíblia se encontra registrado
acerca de bênçãos de Deus ou maldições de Deus constitui uma espécie de
alegoria, algo como simbolismo, ou uma indescritibilidade ilusória, na medida em que, para o francês João Calvino, tão exaltado por seus
seguidores como o sumo expositor doutrinário, Deus não
se submete ou não se curva ou não se coloca à disposição de homens quaisquer no
sentido de observar-lhes as más ações e reagir-lhes diante dessas mesmas
pecaminosas ações, infligindo punições.
Tampouco haveria, da parte de Deus, expectativas
de nenhuma estirpe; muito menos, expectativas vinculadas a iniciativas supostamente
louváveis com origem na criatura homem de modo que, por efeito delas, o Criador
lhe houvesse de conceder bênçãos quaisquer.
Equivale a dizer que, para João Calvino e sectários, é impossível e
diametralmente fantasioso que de ações ou omissões humanas decorram,
sincronizadamente, reações advindas do Deus criador dos céus e da terra, ou que, como consequência
direta das variantes comportamentais do homem, condicionado a essas eventuais
ou possíveis ou potenciais condutas, Deus, assim e somente assim, como atento vigilante
submetido a tais expectativas que emanem de ações, omissões ou orações humanas,
se sinta motivado ou sensibilizado e, portanto, inclinado à concessão de
bênçãos ou à imposição de maldições.
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ESAÚ SERIA O PROTÓTIPO DO MALDITO SEM CAUSA?quinta-feira, 19 de novembro de 2015
CALVINIANISTA MAS NÃO ATEU
Para
o ateu, Deus é uma fábula e, portanto,
não criou o homem.
Para
o calvinianista, Deus é real, mas criou
autômatos.
domingo, 15 de novembro de 2015
A CRUZ E O CALVINISMO
Dois ladrões, criminosos de baixíssima e asquerosa
reputação, pendurados na cruz, com mãos e pés transfixados.
Ao centro, também erguido no madeiro, o Cordeiro
de Deus.
Em certo momento, antes do último suspiro, um
deles se manifesta audivelmente e desdenha do Filho de Deus:
“Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós...”.
Imediatamente, o outro facínora, após repreender
o seu igual, suplica:
“Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu
reino...”.
O primeiro, em
razão de sua própria e autônoma malignidade, predestinado para o inferno
antes da fundação do mundo.
O segundo, ainda que semelhantemente indigno,
abominavelmente pecador e despido de méritos quaisquer, predestinado para a
vida eterna.
ESTA É A SUMA SOTERIOLÓGICA DO SEGMENTO
RELIGIOSO CALVINISTA, APLAUDIDA E APREGOADA POR SEUS ADEPTOS.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
A SALVAÇÃO NIILISTA DO CALVINISMO
Não somos salvos
Não seremos salvos
Não queremos ser salvos
Não temos vontade de ser salvos
Não planejamos ser salvos
Nada fazemos e nada fizemos para ser salvos
Não há nenhum risco de não sermos salvos
Não há salvação plausível
Somos apenas uma das engrenagens do complexo sobrenatural da
existência conhecido pelo nome de VIDA, planejada e projetada por Deus infalivelmente
e imutavelmente para a eternidade
celestial.
Não somos condenados
Não seremos condenados
Não queremos ser condenados
Não temos vontade de ser condenados
Não planejamos ser condenados
Nada fazemos ou fizemos para ser condenados
Não há nenhuma possibilidade de se evitar a condenação
Não há condenação plausível
Somos apenas uma das engrenagens do complexo sobrenatural da
existência conhecido pelo nome de VIDA, planejada e projetada por Deus infalivelmente
e imutavelmente para a eternidade
infernal.
Este é o ensino doutrinário adotado, entre outros segmentos, pelo
Presbiterianismo, como herdeiro e compulsório seguidor dos pensamentos de um
homem chamado João Calvino, o qual assim se expressou a esse respeito:
“...Portanto, estamos afirmando o que a
Escritura mostra claramente: que designou de uma vez para sempre, em seu eterno
e imutável desígnio, àqueles que ele quer que se salvem, e
também àqueles que quer
que se percam.” (‘Institutas’, vol. III)
“…We say, then, that
Scripture clearly proves this much, that God by his eternal and immutable
counsel determined once for all those
whom it was
his pleasure one day to admit to salvation, and those whom, on the other hand, it was his pleasure to doom to
destruction.” (‘The Institutes of the Christian Religion’)
sábado, 5 de setembro de 2015
SUICÍDIO E CALVINISMO
Por uma questão, digamos, de coerência
calvinista, isto é, estritamente dentro das efusões literárias ou doutrinárias
atribuídas ao francês Calvino, segundo as quais todas as pessoas já têm inteiramente
definida sua trajetória existencial terrena e pós-terrena, através da
predestinação que nada excepciona, ter-se-ia de admitir ou mesmo de defender
com unhas e dentes que cristão nenhum jamais se suicidaria!!
E por que o cristão se faz
imune à prática do suicídio? Simplesmente porque aquele que for "calvinisticamente eleito"(sic) não estaria correndo nenhum
risco de se perder ou de ser perdido, na medida em que, num contexto de
raciocínio predestinatório, o decreto eletivo é de uma infalibilidade
inquestionável.
Além disso, ou melhor, dentro
dessa órbita joãocalvinista, ninguém, nenhum homem, nenhuma mulher, nenhum
vivente estaria apto a decidir ou a escolher ou a fazer uso de livre-arbítrio
no sentido de matar-se a si mesmo, porquanto isso representaria a negação da
soberania de Deus, sobre a qual (unicamente) se assenta toda a tese do
calvinismo.
A menos que, nas teses ou teorias desse segmento religioso
chamado calvinismo, Deus inclua ou HAJA INCLUÍDO em seus decretos predestinatórios também o suicídio de certas e determinadas
pessoas, todas as quais
HAVERÃO DE SE MATAR EM ESTRITO CUMPRIMENTO DO CONSELHO INVENCÍVEL OU
IRRESISTÍVEL DE DEUS.
Do contrário, o ato de tirar a própria vida (suicídio)
representaria necessariamente uma "insubordinação" contra a vontade predestinatória de Deus, o que, aos olhos do
movimento calvinista, constitui uma impensável aberração, já que TUDO O QUE
DEUS DETERMINOU INVARIAVELMENTE E CRONOMETRADAMENTE OCORRERÁ, exatamente como alardeiam em livros e
na própria Confissão Calvinista de Fé de Westminster.
E que não venham os adeptos desse segmento religioso
fatalista argumentar que o suicida teria agido "livremente"(sic) ou movido pelo que apelidam de "livre-agência"(sic),
como se Deus não o houvesse ordenado
ou preordenado ou predestinado;
como se Deus fosse apanhado de
surpresa por um ato irresponsável de um "livre-agente"(sic),
ou, pior ainda, como se Deus fosse o
autor de "Decretos Ativos"(sic)
e "Decretos
Permissivos": o primeiro, consistindo em ALGEMAR pensamentos e atos quaisquer de quaisquer pessoas; e o segundo, consistindo
em "AFROUXAR
ALGEMAS" para determinadas ações que seriam praticadas por "PERMISSÃO DETERMINADA" ou "FATALISMO
PERMITIDO"...
Por conseguinte, em consonância com a cátedra
joãocalvinista,
Cristão definitivamente
NÃO SE SUICIDA; Cristão NÃO PODE SE SUICIDAR, ainda que aparentemente seja esse
o seu desejo; Cristão JAMAIS MATAR-SE-IA A SI PRÓPRIO porque sua vida não lhe
pertence, suas inclinações não provêm dele próprio, ele nada pensa, faz ou
realiza como ato particularizadamente seu.
E, portanto, o suicídio do
cristão, numa síntese, revela-se cabalmente impossível por dois motivos: a
eleição soberana, todo-abrangente e inerrante, lado a lado com a completa
ausência de voluntariedade ou livre-arbítrio, quer para a vida, quer para a
morte.
Esta é, em brevíssimas
palavras, a tônica das teses do cidadão cujo prenome é João, mais conhecido
como Calvino.
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quinta-feira, 3 de setembro de 2015
A MENTIRA PERSEVERANTE
A mentira é uma constante em nossas
cambaleantes vidas. Todos mentem. Mentimos todos. A sociedade em si é a síntese
da mentira.
O máximo de proeza que,
individualmente, de quando em vez conseguimos não passa de uma espécie de
autenticidade parcial e, mesmo assim, momentânea, muitíssimo fugaz.
Até
nossas mentiras são volúveis e balançam qual árvores ao vento.
Mentimos para os pais, mentimos para a
esposa, mentimos para o marido, mentimos para os filhos, mentimos para os
vizinhos, mentimos para os amigos, mentimos para o médico, mentimos para o
dentista, mentimos para o professor, mentimos para o Imposto de Renda, mentimos
para a mitômana sociedade como um todo.
Mentimos
com ainda maior esmero para aqueles que, aos nossos mentirosos olhos, são
considerados indesejáveis.
Não sabemos viver sem a mentira. Mentiras
maiores, mentiras menores, mentiras alardeantes, mentiras contagiosas, mentiras
tidas como inofensivas, mentiras talvez insignificantes, mentiras ingênuas,
mentiras algo necessárias.
A verdade representa um peso
insuportável quando, por si mesma ou mediante débil esforço de nossa parte,
tenta debalde se sobrepor ao sequencial de ficções e delírios da vida, aparentemente
sucumbindo exânime, todavia
sem qualquer mínimo arranhão em sua intocável e absolutamente verdadeira
virtude, apesar de nós.
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