Visitas

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

CALVINISMO: SUPREMA ALEATORIEDADE

Vejam que estranhos e irremediáveis opostos, anunciados ou preconizados pelo segmento religioso conhecido como CALVINISMO, em alusão à produção literária do gaulês João Calvino.

De um lado, ou, mais exatamente, do lado esquerdo, surge o ATEU, também conhecido como DIABO DECRETADO, isto é, assim predestinado antes da fundação do mundo, carregando em si as seguintes características:

Não escolheu ser DEMÔNIO PROGRAMADO

Não planejou ser REBENTO DE SATÃ

Não exercitou livre-arbítrio para ser PROTÓTIPO DAS TREVAS

Age e vive obrigatoriamente como PERALTA INFERNAL

Fala como TRAPACEIRO DIVINAMENTE PLANEJADO

Rejeita inevitavelmente a Deus por ser INFALIVELMENTE ANÁTEMA

Comete todas as estirpes de pecados como SABOTADOR DOS CÉUS...

E, não obstante, é reputado como DE TUDO ISSO CULPADO e inesperneavelmente condenado à PERDIÇÃO infernal ainda que tão-somente cumprindo à risca seu inexorável destino de LIXO CELESTIAL, e vagueia pelo mundo cantarolando alegremente assim: "DEIXA A VIDA ME LEVAR".


De outro lado, ou, mais exatamente do lado direito, refulge a figura do, também antes da fundação do mundo, predestinadamente ELEITO ou ILUMINADO, trajado com invisíveis vestes especiais, o qual, certamente:

Não escolheu ser ABENÇOADO ELEITO

Não planejou ser INTOCÁVEL JUSTO

Não exercitou livre-arbítrio para ser INVULNERÁVEL

Age e vive obrigatoriamente e aparentemente (apenas aparentemente) como SANTO ETERNAL

Fala como AMADO DO ALTÍSSIMO

Comete todas as estirpes de pecados mesmo sendo SEPARADO DO CRIADOR

E, não obstante, é ABSOLVIDO por ter sido CALVINISTICAMENTE ELEGIDO para o GALARDÃO celestial, ainda que TÃO SIMILARMENTE PECADOR, TÃO MORTO EM DELITOS E TÃO IMERECEDOR quanto o CULPADO E DIABÓLICO ATEU, e, nessa condição de bem-aventurança, atravessa a existência terrena celebrando, dançando e assoviando faceiramente este refrão: "DEIXA A GRAÇA IRRESISTÍVEL ME LEVAR".

Sem causa, sem razão, sem sentido, sem eira nem beira, sem quê nem para quê, tudo decorrência da aleatoriedade por parte de um deus que seleciona os da esquerda e os da direita fazendo uso de uma espécie de soberania calvinisticamente peculiarizada e imponderavelmente bifurcada...
_______________________________________________________________

Artigos Relacionados:
JACÓ E ESAÚ: CALVINISTICAMENTE EXTRATERRESTRES

segunda-feira, 18 de julho de 2016

AMOU DE TAL MANEIRA

Se, conforme a Bíblia, TODOS pecaram e se tornaram destituídos da GLÓRIA de Deus EM VIRTUDE DA TRANSGRESSÃO DO PRIMEIRO ADÃO, fica evidente e em absolutamente irrefutável conexão com o ensinamento Bíblico que TODOS esses pecadores representam o alvo da GRAÇA do mesmo e único Deus, EM VIRTUDE DA REDENÇÃO DO SEGUNDO ADÃO.

Ou se poderia conviver harmoniosamente com a extrabíblica ideia calvinística de que o pecado do Primeiro Adão efetivamente se transmitiu A TODA A HUMANIDADE, mas, apesar de assim ter sido, a Graça Redentora de Jesus se irradiou APENAS PARA ALGUNS, não porque ALGUNS CRERAM ou detivessem em si algo que existencialmente os distinguisse, mas tão-somente porque esses 'ALGUNS' foram PREDESTINATORIAMENTE ELEITOS, e essa mesma Graça Redentora não seria apenas Graça Redentora mas Graça Irresistivelmente Redentora, desvinculadamente de nexo causal?

A transgressão do Primeiro Adão teria sido, então, o meio pelo qual Deus planejou eleger certas e determinadas pessoas assinaladas, uma a uma, em um decreto predestinatório? Conclui-se inevitavelmente, daí, que essa transgressão adâmica igualmente fora pelo Criador devidamente planejada? Ou seja, esse homem, na qualidade de Primeiro Adão, CONTAMINOU TODA A HUMANIDADE, e Jesus, como Último Adão, NÃO SE DOOU POR TODA A HUMANIDADE?

Quanto aos demais 'ALGUNS', também chamados réprobos, bem, quanto a esses, a calvinística Graça Irresistível teria se tornado flácida e ineficaz ou fora, por Deus, propositadamente concebida com essa característica, isto é, tipicamente uma MALDIÇÃO SEM CAUSA e como resultado de uma Soberania dosificadamente ou direcionadamente amorosa?

Ou, mesmo AMANDO O MUNDO "DE TAL MANEIRA", Deus teria arquitetado eleger alguns dentre os AMADOS e CONDENAR muitos mais dentre esses mesmos AMADOS, ainda que todos, ELEITOS e CONDENADOS, sejam rigorosamente iguais em termos de iniquidade?

E de que santa ou santíssima maneira poderia Deus AMAR para ELEGER e AMAR para CONDENAR ou derramar sobre a humanidade AMOR ELETIVO CELESTIAL e AMOR CONDENATÓRIO INFERNAL?

Ou a transgressão hereditária desses réprobos 'ALGUNS' fora marcantemente diferente da transgressão do Primeiro Adão e diferente da transgressão dos Predestinatoriamente Eleitos, isto é, por terem voluntariamente se mostrado mais intensamente rebeldes, mais desafiadores e mais execráveis aos olhos de Deus?

Ao que se vê, a deturpação calvinística da Bíblia é tamanha, tão escandalosamente elástica, que o que mais surpreende não é essa deturpação em si, protagonizada por um mero homem, mas o fato de enorme contingente de pessoas mundo afora aceitarem e continuarem aceitando após séculos a tese soteriológica do João Calvino como a perfeita, inerrante, pura e sã exegese Bíblica.


"Ide por TODO O MUNDO, pregai o evangelho a TODA CRIATURA. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado."
(Mc 16:15)

"Porque a Graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a TODOS OS HOMENS."

terça-feira, 14 de junho de 2016

DEUS NÃO É SOBERANO

O grande e irremediável equívoco do segmento religioso joãocalvinista jaz precisamente no seu argumento predestinacionista unívoco, através do qual os adeptos fazem ininterruptamente insistentes evocações e invocações ao que denominam de Soberania de Deus.

Diferentemente do que supôs João Calvino e continuam firmemente supondo os seus admiradores, Deus não é Soberano.

Sim, por absurdo e blasfemo que isso possa à primeira vista parecer, Deus não é Soberano.

Deus, em verdade Biblicamente irrefutável, é, sim, e sempre foi, sempre se revelou e sempre se ofereceu à criatura imagem e semelhança Sua, como Amorosamente Soberano.

O fatalismo determinista, portanto, proviria, pela ótica do João Calvino, de um Deus SOBERANO, ou, no máximo, SOBERANAMENTE AMOROSO, o qual em nada se assemelha ao Deus criador dos céus e da terra, que a si mesmo se apresenta como AMOROSAMENTE SOBERANO.

Ser SOBERANAMENTE AMOROSO implica amar seletivamente.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

CALVINISMO LIMITA-SE A CALVINISMO

Calvinismo não é Evangelho, é calvinismo.

Calvinismo é a pura e explícita negação do Evangelho.

Evangelho não é calvinismo, é Evangelho.

sábado, 9 de abril de 2016

OPTO POR NÃO OPTAR

Houvesse de exprimir opção entre a aparente espiritualidade da doutrinação religiosa predestinacionista bifurcada e autoinvolucrada e o autêntico materialismo niilista e estéril dos ateístas, rechaçaria veementemente a ambas e manter-me-ia na expectativa de Deus.


Entre ser um religioso calvinista e um religioso ateísta, preferiria a segunda hipótese: não há traços distintivos palpáveis ou perceptíveis entre um e outro. Felizmente, ao cristão não se impõe esse estranho confronto, tendo ao seu alcance a bússola, representada pela Bíblia, e a âncora da alma, que é Jesus Cristo.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

PREGADOR DO EVANGELHO ENVOLTO POR BRUXULEANTE FAMA

Seria Biblicamente viável ou aceitável que o Mensageiro de Deus, apresentando-se como tal, dê mostras contundentes e inconfundíveis de vaidade transbordante, em flagrante dissonância relativamente ao padrão dos Verdadeiros Homens a respeito dos quais discorre com clareza marcante e indelével a Palavra de Deus?

Seria Biblicamente viável ou aceitável que o Mensageiro de Deus, aclamado como tal, amaneirado e engomado, tenha e retenha postura de perceptível arrogância e enfatuamento, através de gestos, através da distorção propositada e nada sutil da Palavra de Deus, invariavelmente no intuito de, em prol de si mesmo, conduzir ao erro milhares de pessoas?

Seria Biblicamente viável ou aceitável que o Mensageiro de Deus, anunciado nessa qualidade, seja palrador de óbvias futilidades emolduradas por delírios voltados unicamente para a engabelação de pessoas e ferrenha manutenção da confortável e rentável posição por ele ilegitimamente alcançada?

Seria Biblicamente viável ou aceitável que o Mensageiro de Deus, assim credenciado cerimonialmente, sem qualquer mínimo esforço de dissimulação ou sem qualquer esboço de humildade ainda que nauseantemente vazada de hipocrisia, demonstre o tão comum e mórbido e irresistível apego a microfones, a luzes, a  câmeras, a aplausos e a espetáculos?

Seria Biblicamente viável ou aceitável que o Mensageiro de Deus, reputado como tal, se coloque num patamar de inacessibilidade, chamando a si e para si, com unhas, dentes e garganta afiada, a condição de "celebridade", rodeado por comitivas de bajuladores ou áulicos igualmente ávidos por respingos de notoriedade?

Seria Biblicamente viável ou aceitável que o Mensageiro de Deus, tido como dotado de espiritualidade ímpar, viva de modo nababesco ou principesco, status tal que haurido unicamente e diretamente dessa mesma, malcheirosa e suposta condição de Anunciador do Evangelho?

Seria Biblicamente viável ou aceitável que o Mensageiro de Deus, a quem se rendem homenagens desmedidas e arroubos idolátricos variegados, se transforme em figura pública abastada, vivendo sob os "auspícios" monetários generosos e induzidos de pessoas, não obstante muitas delas imbuídas de sinceridade, via de regra simples, ingênuas e crédulas?

Não há, decididamente, nenhum resquício de semelhança entre as alastradas e multifacetadas pantomimas, lado a lado com a grotesca espetacularização do Evangelho em nosso dias, comparativamente com a Verdade Bíblica que remonta a milênios.

quarta-feira, 16 de março de 2016

CALVINO E LUTERO: QUAIS FORAM OS LEGADOS DE AMBOS?

Fala-se tanto em Reforma e Reformadores, em Lutero, em João Calvino, entre outros que a estes antecederam. Ambos estes nominalmente citados escreveram numerosas abordagens religiosas em livros, a partir das quais passaram a ser alvo de exaltações desmedidas, adjetivações pródigas em elogios, alardeados quase que como heróis.

Mas, afinal qual foi ou teria sido o legado, o impactante legado BÍBLICO, de Martinho Lutero? E, na seqüência temporal, qual foi ou teria sido o legado, o impactante legado BÍBLICO, de João Calvino?

A resposta, direta, simples e despida de tergiversação é: NENHUM!!

A Bíblia obviamente não fora "escrita" nem por um nem por outro; tampouco a mesma Bíblia teria sido "descoberta" por qualquer deles ambos.

O padre ou ex-padre Martinho Lutero, já a partir das assim denominadas noventa e cinco teses, absolutamente nada de relevante em termos doutrinários nelas expressou. Ao contrário disso, longitudinalmente ao contrário disso, tais teses são representativas do perfil extraviado e idolátrico de Lutero, o qual, ao largo do que a respeito dele inveridicamente afirmam, era baluarte das indulgências, em vez de repudiador delas; era e continuou sendo adepto veemente do purgatório, em vez de repudiador dele; cultivava aversão em relação aos judeus; reputava toda a humanidade como desprovida de qualquer fração infinitésima de arbítrio ou de livre-arbítrio no sentido mais radicalizado da palavra, evocando a bem-aventurança dos eleitos; alardeava a elástica envergadura da autoridade papal e sua imprescindibilidade, inclusive no que se refere a almas que estejam no purgatório etc. etc.

Já em concernência a João Calvino, sua contribuição para a decantada Reforma, semelhantemente a Martinho Lutero, reduz-se a CINZAS (incluindo as cinzas de Miguel Serveto) ou a NADA.

Assevera-se isto simplesmente porque, dos quatro volumes do seu livro Institutas da Religião Cristã, aclamado alastradamente como uma espécie de obra-prima ou magnum opus da Religião Cristã, as pessoas, todas as pessoas, quaisquer pessoas, todos os que a si se rotulam de calvinianistas, todos os que se apresentam como Teólogos ou Doutores em Teologia, ou Mestres em Teologia, ou Especialistas em Teologia, somente abordam, somente falam a respeito de um único tema, qual seja, O PREDESTINACIONISMO JOÃOCALVINISTA, inserido em apenas um dos volumes, mais exatamente, no volume três. Os outros três volumes, de um total de quatro volumes, não passam de autoexaltação, de ataques verbais mordazes direcionados a quem quer que seja que manifeste uma qualquer discordância em pertinência ao pensamento doutrinário de João Calvino, que ele próprio reputava como diametralmente inerrante, chegando ao inimaginável cúmulo de atribuir ao próprio Deus a elaboração de seu livro. E envereda-se esse escritor por narrativas históricas, emprega-se em maledicências, propõe-se a ataques ferozes contra o catolicismo romano; tudo isso em meio a contradições, a ditos e desditos etc. etc.

João Calvino jamais defendeu, por exemplo, O AMOR como expressão máxima da vida, como a Essência de Deus; jamais defendeu a oração como um diálogo espiritual entre a criatura e o Criador capaz de produzir alteração de rumo existencial e como meio disponibilizado por Deus para todos os cristãos em prol de si mesmos e em favor recíproco de uns e de outros; jamais defendeu a pregação do Evangelho como forma de disseminação da palavra de Deus, alcance e resgate de almas; jamais defendeu o desprendimento e a abnegação e a generosidade como marcas imprescindíveis na vida do verdadeiro cristão e que necessariamente devem se refletir na vida de seu semelhante; jamais defendeu o "Crê no senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa"; jamais defendeu a inexprimível doação de Deus em favor de toda a humanidade, em favor de todo o mundo.

O próprio prefácio desse livro deixa bem à mostra variantes enormemente lamentáveis, em triste representação dos ingentes equívocos protagonizados por João Calvino.

sexta-feira, 11 de março de 2016

JOÃO CALVINO: DEFENSOR DO PAPADO COLETIVO

Eis uma nuança do segmento religioso calvinista que, muito provavelmente, dará causa a manifestações de surpresa e perplexidade, considerando que pessoas no Brasil sabidamente não são cultivadoras do hábito da leitura de livros, muito menos de literatura extensa e difícil como os escritos produzidos pelo francês João Calvino.

Desde muitíssimos e empoeirados séculos pretéritos, os Católicos Romanos adotaram oficialmente e pomposamente o Papado ou Pontificado Unipessoal, instalado ou erigido com o apanágio de Estado ou País, com divisão territorial e prerrogativas peculiares. Como razão de existir de tudo isso, exsurge a figura do Papa em si mesma, alvo de irrestrita veneração e aclamado como sendo o Sumo Pontífice detentor de Santidade e Infalibilidade.

Por sua vez, esse citado escritor gaulês de nome João Calvino sustenta exegeticamente e doutrinariamente uma espécie de Papado ou Pontificado em moldes coletivos e que, conforme por ele exposto em minúcias no Livro dos Calvinistas (Institutas da Religião Cristã, vol. IV, tradução de Waldyr Carvalho Luz), não seria organizado e instalado em território delimitado, semelhantemente ao que ocorre no âmbito do Vaticano, mas tratar-se-ia de sublime e santo ofício protagonizado por Pastores, todos os quais investidos na condição ou qualidade de Embaixadores de Cristo, revestidos de Supremo Poder a cuja Majestade haverão de se submeter todos os poderes, todas as glórias e todas as sabedorias do mundo. Ademais, nesse Pontificado Coletivo os Pastores seriam detentores do Poder das Chaves, habilitados divinamente para Ligar e Desligar, idôneos e capacitados para Perdoar os Pecados de todos quantos se lançarem a confissões auriculares, além de dotados de Divina Capacitação para Relampejar e Lançar Raios.

O escritor em referência, ressalve-se, não mencionou ou afirmou, nesse mesmo livro, que os Pastores-Papas haveriam de ser reputados como Homens Santos e Infalíveis, mas sem dúvida, e de maneira inegavelmente no mínimo surpreendente, João Calvino a eles atribuiu capacitação ou dons sobrenaturais muito superiores àqueles supostamente possuídos pelo Papa do Vaticano, a quem os Católicos Romanos outorgam a virtude da Infalibilidade.

segunda-feira, 7 de março de 2016

HERESIAS DESASTRADAS DE JOÃO CALVINO – PARTE IX

“...Eis o SUPREMO PODER COM O QUAL CONVÉM QUE OS PASTORES DA IGREJA SEJAM INVESTIDOS. Que obriguem a todo poder, glória, sabedoria, exaltação do mundo a sujeitar-se-lhe e a OBEDECER-LHE À MAJESTADE; SUSTENTADOS EM SEU PODER, IMPEREM SOBRE TODOS, desde o mais alto até o mais baixo; EDIFIQUEM A MANSÃO DE CRISTO, DESMANTELEM A DE SATANÁS; apascentem as ovelhas, submetam os rebeldes e contumazes; LIGUEM E DESLIGUEM; enfim, caso se faça necessário, RELAMPEJEM E DESPEÇAM RAIOS; tudo, porém, na Palavra de Deus.” (Institutas, vol. IV)

(NOTA: Curiosa, para dizer o mínimo, essa doutrinação do francês maçom João Calvino, considerando que ele apregoa nesse mesmo livro que os dons espirituais não mais subsistem. Por que, então, cargas-d'água, os Pastores são dotados de "supremo poder" aptos a imperar como majestades, a ligar e desligar, a relampejar e despedir raios?)


"...Para os ateístas-evolucionistas, O SER HUMANO INTEGRA A CATEGORIA ANIMAL CONHECIDA COMO MAMÍFEROS PRIMATAS. Para o segmento pararreligioso chamado calvinismo, O SER HUMANO, AINDA QUE METAFORICAMENTE, EQUIPARA-SE AO JUMENTO, cuja vontade submete-se a quem nele esteja montado." (Institutas, vol. II)

(NOTA: Em sentido abissalmente diverso do ponto de vista do francês maçom João Calvino, a Bíblia ensina que o homem é imagem e semelhança de Deus.)

domingo, 6 de março de 2016

O INEXPRIMÍVEL "SOSSEGO" PROVENIENTE DA DOUTRINA CALVINISTA

Vejam a tranquilidade existencial que o segmento religioso conhecido como calvinismo e, claro, originário do francês maçom João Calvino[1], proporciona.

Não há nada que eu possa fazer no sentido de alcançar a eterna eleição. Não há nada que eu possa realizar que traga como consequência a perda da eterna eleição como uma espécie de "impeachment" relacionado à prevaricação ou ao pecado.

Por outro lado, não há nada que eu possa conceber ou praticar com vistas a reverter a minha eterna condenação.

Também nada há que eu possa produzir no sentido de provocar ou dar causa à minha eterna condenação.

O epicentro de tudo isso, segundo o gaulês Calvino, jaz inalienavelmente e ensimesmadamente na soberania de Deus. Por conseguinte, se eu pratico boas quaisquer ações, demonstrando certa, digamos, perseverança; se frequento ajuntamentos religiosos, se canto louvores, se faço orações, se não espanco minha esposa e meus filhos, se não sou exageradamente desonesto, provavelmente eu estou entre os eternamente contemplados com a eleição. É um indício.

De outro ângulo, se sou declaradamente avesso à Igreja, se inclinado a roubos, se pratico homicídios, se sou escroque, estelionatário, estuprador etc., provavelmente estou inscrito entre os eternamente estigmatizados com a condenação, a menos que ao final de minha existência terrena suceda algo semelhante ao episódio do ladrão na cruz que, por ter seu nome inscrito na eleição eterna, deu-se a conhecer como tal não por iniciativa ou vontade própria, mas em decorrência da irresistibilidade da graça ou da inexorabilidade do decreto predestinatório.

A conclusão, então, é relativamente simples. Não há definitivamente motivo para qualquer preocupação, nem de mim em relação a mim mesmo, tampouco de mim em relação ao meu semelhante. Somos eleitos sem o sabermos, sem o idealizarmos e sem que possamos recusar; e somos condenados irremediavelmente, irreversivelmente, inesperneavelmente.

Em ambas as circunstâncias ou encruzilhadas existenciais não fomos nós mesmos, não somos de nós mesmos, não compusemos nós mesmos, não omitimos nós mesmos, nada fizemos por nós mesmos, nada deixamos de fazer por deliberação marcadamente volitiva autônoma.

A mim, a você, a nós, ao mundo todo, resta aguardar o fim último ou a consumação predestinatória eletiva ou repulsiva.

Assim falava João Calvino.



[1] "Chamamos predestinação o eterno decreto de Deus pelo qual houve por bem determinar o que acerca de cada homem quis que acontecesse. Pois ele não quis criar a todos em igual condição; ao contrário, preordenou a uns a vida eterna; a outros, a condenação eterna. Portanto, como cada um foi criado para um ou outro desses dois destinos, assim dizemos que um foi predestinado ou para a vida, ou para a morte." (Institutas, vol. III, formato pdf, tradução de Waldyr Carvalho Luz)
Real Time Analytics