sábado, 14 de janeiro de 2017

CALVINISMO: O ESTUPRO DE REBECA

Na construção e na ferrenha defesa da tese doutrinária do escritor João Calvino, os adeptos se esquecem da Bíblia, embora a ela paradoxalmente declarando-se apegados.

O Livro de Romanos, capítulo 9:11-13, como se sabe, representa a Passagem Favorita desse segmento religioso no que se refere à bandeira do Predestinacionismo Eletivo e Condenatório, alardeando que Jacó e Esaú seriam o exemplo perfeito e irrefutável da Bifurcada Preordenação Eterna do Criador.

Se assim é, ou se assim fosse, ter-se-ia compulsoriamente de conviver com as antibíblicas ideias de que uma árvore boa pode produzir maus frutos e uma árvore má pode produzir frutos bons.

E a isso se acrescente a agravante de que, ao contrário do que preconizado na Palavra de Deus, os filhos não seriam HERANÇA DO SENHOR, tampouco, por consequência, o fruto do ventre O SEU GALARDÃO, na medida em que, se Jacó representou bênção do Criador na vida de Rebeca, Esaú, por sua vez, seria um tropeço tipicamente maligno.

Esaú, mesmo em sua calvinisticamente inconfundível figura satânica, deve ser considerado como "HERANÇA" e "GALARDÃO"? Ou Deus teria, através de Esaú, amaldiçoado ou punido Rebeca?

Se Rebeca, nas palavras do movimento religioso calvinista, teve em seu ventre um Eleito e um Condenado, significa que a árvore BOA produziu fruto sadio e fruto maligno, sem que tal malignidade proviesse de Deus?

Estariam os calvinistas querendo dizer que Rebeca teria sido ESTUPRADA PELO DIABO, e, portanto, que Esaú não proviria exatamente daquela mulher, mas seria fruto do espermatozoide demoníaco?


Ou tanto Jacó quanto Esaú seriam Filhos de Deus e, nesse caso, Deus seria o autor do mal, gerando o diabo Esaú?

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