terça-feira, 7 de agosto de 2018

A MARCHA

O tempo e a vida se esvaem na órbita de uma transcendência que jaz em si mesma ininterrupta.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

O JEITO FUNÉREO DA HUMANIDADE

Em meio às inconsistências de uma inconsistente existência, tudo se exaure inconsistentemente, sem que haja respostas plausíveis, num estranho contexto de uma cambaleante e errante humanidade, que a si mesma não se basta.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

ENTREVISTA DE UM CALVINISTA

O senhor é crente ou cristão?
Não. Sou antes de tudo predestinado para viver eternamente. A religiosidade é consequência direta disso.

O senhor se tornou predestinado por se haver convertido? Quando isso aconteceu em sua vida?
Não. Deus me poupou esse trabalho. Eu apenas fui despertado pela Graça Irresistível atrelada ao Decreto eterno predestinatório.

Bem, mas até onde se sabe a Bíblia faz expressas e incontáveis menções à SALVAÇÃO. Afinal, como é isso?
Aquilo é uma alegoria, já que tudo se passou antes da fundação do mundo, antes de eu ter nascido. Salvação é uma expressão bíblica utilizada por Deus para que o simples mortal se sinta ou tenha a impressão de que estaria sendo ou que foi salvo ou que será salvo em determinado estágio temporal. Mas o fato é que Deus já havia assim estabelecido num contexto de eternidade, sem que eu existisse, sem qualquer participação de minha parte.

De que modo ou por qual meio o senhor se tornou ciente de que estaria entre os salvos, ou melhor dizendo, entre os predestinados para a vida celestial?
Descobri  a partir da leitura dos ensinamentos do João Calvino.

E em que específico momento da vida o senhor se percebeu um afortunado predestinado?
Foi assim que eu visitei uma agremiação religiosa seguidora da doutrina proposta pelo João Calvino.

Mas e quanto às evidências espirituais em sua vida, mencionadas expressamente e enfaticamente na Bíblia?
Não, não existem evidências espirituais. O João Calvino ensina que os dons espirituais descritos na Bíblia não são para nós, não se aplicam a nós, porque restritos aos personagens bíblicos.

Quer dizer, então, que o senhor é um predestinado para a vida eterna por mera suposição ou por estímulo de teorias doutrinárias escritas pelo moço gaulês João Calvino?
Bem... Eu até leio a Bíblia (com cuidado), frequento reuniões, às vezes canto, digo amém nas orações e inclusive chego a fazer orações.

Então o senhor crê que Deus ouve orações, isto é, o senhor acredita piamente que a oração do justo pode muito em seus efeitos, provoca reações em Deus, como ensina a Bíblia?
Não. O João Calvino já explicou que tudo (tudinho) está decretado, inclusive orações, e que nenhum ser humano é capaz de pensar, falar e agir de modo a criar história ou a escrever história. Segundo nosso mestre Calvino, não há absolutamente espaço para ações humanas em confronto com a soberania de Deus, por efeito da qual tanto o bem quanto o mal, tanto isto quanto aquilo, tanto irrestritamente qualquer variante da vida deriva de um decreto anterior à fundação do mundo.

Sob essa perspectiva religiosa, nenhum ser humano estaria apto a, por si mesmo, ficar TRISTE, ficar DEPRIMIDO, praticar CRIMES, ser DESONESTO, BURLAR O IMPOSTO DE RENDA, FURAR O SINAL DE TRÂNSITO, ESPANCAR A ESPOSA, MENTIR, ADULTERAR, MATAR, SUICIDAR?
Não! Não é assim. Conforme os altos ensinamentos do mestre Calvino, homens e mulheres são detentores de "livre-agência" e, através dela, praticam atos na vida. A única restrição em relação à "livre-agência" é que ela definitivamente não habilita ninguém A ABANDONAR O CÉU ou a ESCAPAR DO INFERNO. A "livre-agência" somente nos permite fazer as bobagens cotidianas...

Hum, então o atributo da "livre-agência" permite ao ser humano opor-se a Deus? Deus, então, não teria escrito em seus Decretos Predestinatórios nenhuma das trapaças, desatinos e ridicularias humanas? Mais do que isso, a vontade humana teria prevalecido relativamente à soberania calvinística de Deus? De que modo Deus, sendo soberano, todo-poderoso e todo-predestinador, desconheceria o que o ser humano faria a partir da tal "livre-agência"? Os seguidores do João Calvino, então, convivem com a ideia de que o mesmo Deus tudo decreta e tudo predestina, mas "sem interferir"(sic) nas ações humanas abomináveis e sem impor um ritual histórico marcado pela imutabilidade? O senhor não acha isso completamente sem sentido?
BEM, nos nossos cursos teológicos tudo fica bem explicadinho por Doutores especializados...

Mas, então, o que é que nós seres humanos, na condição Bíblica de imagem e semelhante de Deus, fazemos no curso da existência?
Nada. Tudo é Deus, tudo é de Deus, tudo provém de Deus, tudo depende da impulsão de Deus, não temos vontade livre nem para o bem, nem para o mal, nem para a esquerda, nem para a direita. Todo facínora, todo ladrão, todo trapaceiro, todo sonegador, todo corrupto, todo assassino, todo pilantra, todo pelintra, todos estes são instrumentos da divina providência e só fazem o que Deus assinalou ou mandou ou decretou ou determinou imutavelmente.
Como eu disse, temos cursos teológicos com Mestrado, PhD e tudo mais...

Mas, espere! Dentro dessas teses propostas pelo João Calvino, a Bíblia então necessariamente teria de ser completamente desconsiderada ou, no máximo, tida como uma espécie de distração religiosa?
Não! Ao religioso calvinista ou reformado é permitido ler a Bíblia, mas sem se esquecer jamais dos ensinamentos infalíveis do João Calvino, conforme ele próprio expressou no livro "Institutas da Religião Cristã", quando salientou que teria sido inspirado por Deus, ou seja, que seu livro de teses doutrinárias seria "MAIS DE DEUS DO QUE DELE PRÓPRIO".

Mas o senhor não disse há pouco que os dons espirituais foram restritos aos personagens bíblicos? Como, então, o francês João Calvino poderia ter sido "inspirado infalivelmente" por Deus para escrever um livro que se propõe quase a substituir a Bíblia, tal a importância que o próprio escritor a ele atribui no prefácio? Alguém que (supostamente) tenha sido inspirado por Deus para escrever um tratado completamente ritmado com a Bíblia necessariamente ou obrigatoriamente haverá de ter sido impelido por um DOM ESPIRITUAL, correto? Ou não?
Digamos, então, que nosso guia João Calvino tenha sido uma exceção pós-Bíblica...

Então, os calvinistas ou reformados são detentores da verdade religiosa absoluta?
Sim! Nós e somente nós estamos no caminho certo, inclusive fizemos publicar nossa Confissão Calvinista de Fé de Westminster. As demais ramificações religiosas são hereges e, conforme ensina nosso mestre Calvino e a confissão de Westminster, devem ser todas elas acossadas com vigor, apanhadas e esmagadas.
Nossos líderes são doutores, mestres, experts em divindade, ainda que com a divindade não tendo nenhuma intimidade já que todos os dons espirituais mencionados na Bíblia não mais existem, tal como pontificado inerrantemente pelo inigualável João Calvino. Nós nos guiamos pela inteligência ímpar de nossos líderes, pela capacidade extraordinária de compreensão, pelo insuperável intelecto capaz de captar aquilo que aos hereges é impossível.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

PERCEPÇÃO DA EXISTÊNCIA


Não há como sermos humanos sem que nossa humanidade esteja impregnada de sensibilidade diante das tantas nuanças que de incontáveis maneiras emolduram nossas vidas e nos encaminham para o derradeiro estágio da existência.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

DESAPEGO FUNÉREO



Em tempos passados, percebia-se, no agregado humano, raro êxito na tímida busca por virtudes.

Hoje, virtudes quaisquer nem mesmo se buscam.


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

ADVOGADOS, NÓS PODEMOS MUDAR O JUDICIÁRIO

Isso, que desde remotíssima época vemos e presenciamos no dia a dia, não pode ser chamado de Justiça.

Essa eterna letargia do Judiciário emoldurada pelo descumprimento escandaloso da lei processual pela própria instituição encarregada de Distribuir Justiça não pode mais perdurar.

Essa esquálida e troncha justificativa de que o Judiciário se encontra "assoberbado"(sic) com milhares de processos, não pode jamais servir de pretexto para o enxovalhamento aberto dos jurisdicionados.

Os profissionais da Advocacia, encarregados de pleitear em prol de direitos legítimos violados, não podem mais se submeter a essa esdruxularia forense.

Os Defensores do Direito, constitucionalmente indispensáveis à Administração da Justiça, não podem se omitir.

É urgente que se crie uma mentalidade ou que se conscientize a sociedade como um todo de que Advogado é apenas Advogado e Juiz é apenas Advogado que se tornou Juiz, isto é, aquele que, após ter sido aprovado em concurso público, e trajado com uma típica indumentária preta, assume o importante cargo de dar a cada um o que é seu, proferindo decisões que reflitam a recomposição do direito e o estrito e inafastável cumprimento da lei.

O Advogado-Juiz é tão-somente um garantidor do direito, um agente público que, no desempenho de múnus, não age como se fazendo "favor" ou um ato de "benevolência", mas que, como qualquer cidadão, igualitariamente submete-se ao ordenamento jurídico.

É imprescindível uma profunda alteração no "jeito de advogar" de todos nós, com iniciativas ágeis e intrépidas, exigindo dos Togados e de seus Auxiliares que cumpram a lei processual, que cumpram os prazos da lei processual, que cumpram a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, que cumpram o Código de Ética da Magistratura, que cumpram as normas das Corregedorias locais e Nacional.

É imprescindível que Advogados passem a fazer uso cotidiano e incessante não apenas dos recursos processuais que via de regra "peregrinam" por anos e anos, mas invariavelmente lançando mão das Reclamações e Representações previstas expressamente no Código de Processo, nos Regimentos Internos dos Tribunais Estaduais, nas Leis de Organização e Divisão Judiciária Estaduais, nos Regimentos Internos das Corregedorias locais, no Regimento Interno do Conselho Nacional de Justiça.

É imprescindível que Advogados formalizem enfáticas reclamações e representações contra o descumprimento da lei pelos Servidores do Judiciário que menoscabarem os prazos a que estão submetidos no sentido de fazerem conclusos os processos ao Togado para despachos e/ou sentenças.

É imprescindível que Advogados se levantem contra a ilegítima, ilícita e manifestamente ofensiva prática dos Juízes de jamais se vincularem a prazos legais, de jamais despacharem no prazo da lei, de jamais decidirem interlocutoriamente no prazo da lei, de jamais sentenciarem no prazo da lei.

É vital que Advogados, assim agindo, abarrotem as Corregedorias de todos os Tribunais, os Órgãos Correicionais de todos os Tribunais e o Conselho Nacional de Justiça, de modo que haja o despertar de uma Justiça cuja sonolência mórbida a torna ao mesmo tempo caótica, caricata e inútil.

Relembre-se, necessariamente, o que apregoava um dos juristas  mais notáveis que este País já produziu, chamado Ruy Barbosa, cujo nascimento (século XIX) data de MAIS DE CEM ANOS PRETÉRITOS e, portanto, fazendo alusão a um contexto de anomalias, isto é, a este mesmíssimo contexto de anomalias, que remonta a empoeirados idos:

“...Os juízes tardinheiros são culpados, que a lassidão comum vai tolerando. Mas sua culpa tresdobra com a terrível agravante de que o lesado não tem meio de reagir contra o delinqüente poderoso, em cujas mãos jaz a sorte do litígio pendente.
Não sejais, pois, desses magistrados, nas mãos de quem os autos penam como as almas do purgatório, ou arrastam sonos esquecidos como as preguiças do mato.
Não vos pareçais com esses outros juízes, que, com tabuleta de escrupulosos, imaginam em risco a sua boa fama, se não evitarem o contato dos pleiteantes, recebendo-os com má sombra, em lugar de os ouvir a todos com desprevenção, doçura e serenidade.”
(“Oração aos Moços”) 
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Constituição Federal
Art. 133. O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.
Constituição Federal
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...
Estatuto da Magistratura, Lei Complementar 35/79
Art. 35 - São deveres do magistrado:
I - Cumprir e fazer cumprir, com independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício;
Constituição Federal, art. 103-B
"§ 4º Compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura:
III - receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário, inclusive contra seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais, podendo avocar processos disciplinares em curso e determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa;"
Regimento Interno do Conselho Nacional de Justiça
Art. 4º Ao Plenário do CNJ compete o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos magistrados, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura, o seguinte:
I - zelar pela autonomia do Poder Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua competência, ou recomendar providências;
II - zelar pela observância do art. 37 da Constituição Federal e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário, podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União e dos Tribunais de Contas dos Estados;
Código de Processo Civil
Art. 226. O juiz proferirá:
I - os despachos no prazo de 5 (cinco) dias;
II - as decisões interlocutórias no prazo de 10 (dez) dias;
III - as sentenças no prazo de 30 (trinta) dias.
Código de Processo Civil
Art. 228. Incumbirá ao serventuário remeter os autos conclusos no prazo de 1 (um) dia e executar os atos processuais no prazo de 5 (cinco) dias, contado da data em que:
I - houver concluído o ato processual anterior, se lhe foi imposto pela lei;
II - tiver ciência da ordem, quando determinada pelo juiz.
Código de Processo Civil
Art. 233. Incumbe ao juiz verificar se o serventuário excedeu, sem motivo legítimo, os prazos estabelecidos em lei.
§ 1º Constatada a falta, o juiz ordenará a instauração de processo administrativo, na forma da lei.
§ 2º Qualquer das partes, o Ministério Público ou a Defensoria Pública poderá representar ao juiz contra o serventuário que injustificadamente exceder os prazos previstos em lei.
Código de Processo Civil
Art. 235. Qualquer parte, o Ministério Público ou a Defensoria Pública poderá representar ao corregedor do tribunal ou ao Conselho Nacional de Justiça contra juiz ou relator que injustificadamente exceder os prazos previstos em lei, regulamento ou regimento interno.

sábado, 12 de agosto de 2017

A FUTILIDADE DO CALVINISMO E A INUTILIDADE DO ARMINIANISMO

De que serve ou qual a utilidade dessa infindável e idolátrica calvinização e arminianização da vida em sua espiritualidade?

Por que esse contínuo, embolorado e imprestimoso parolar a respeito de homens como o francês João Calvino e o holandês Jacó Armínio, como se deles, como se desses tais, dependesse nossa trajetória, ou nosso êxito existencial?

Por que calvinizar ou arminianizar a Misteriosa Salvação Bíblica?

Por que não ser apenas e consumadamente Cristãos?

Por que não podemos viver em paz como Cristãos, sem as ameaças de um homem a quem chamam João Calvino e sem a peculiaridade religiosa daquele que é lembrado como sendo Jacó Armínio?

Por que não assimilarmos apenas o que a  Bíblia POR SI MESMA nos ensina, de maneira VIVA E EFICAZ, sem superfluidades que resultam de empáfias teológicas?

De que servem essas cansativas, sem sentido e nauseantes "invocações espirituais" de João Calvino, de Jacó Armínio e de outros "espíritos iluminados"(sic)?

Por que esquisitamente dificultar aquilo que a Bíblia tratou de sobrenaturalmente simplificar?

Qual a razão desse amordaçamento calvinístico e desse tilintar arminianístico?

Não bastam as bobagens cotidianas da vida, os tropeços, os percalços, as vaidades, as ridicularias e os deslumbramentos eivados de tolices?

Temos o firmamento por testemunha, temos as pedras aptas a clamar, temos os lamentos que de nós emanam como criaturas que aguardam a redenção do corpo e da alma, temos os gemidos inexprimíveis do Espírito de Deus.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

A DECLARAÇÃO DE FÉ CRISTÃ: REGRESSO À SINGELEZA

A Confissão de Fé de Westminster tem necessariamente de ser reescrita, de modo a alcançar a maior harmonia possível com a Bíblia, dela retirando-se os preciosismos, podando-se os enlevos de suposta e obviamente inútil erudição espiritual, extirpando-se infundadas teologias, resguardando-se aquilo que verdadeiramente pode ser haurido da Palavra de Deus e, portanto, preservando-se a sobrenatural simplicidade que constitui a marca inapagável do vínculo do Criador com a criatura, sua imagem e semelhança.

domingo, 9 de julho de 2017

A VERDADEIRA PREDESTINAÇÃO BÍBLICA

O enigma espiritual representado por Cristo e a Igreja constitui parte integrante da Palavra de Deus, precisamente e repetidamente nestes exatos termos, isto é, O MISTÉRIO DA CRUZ.

Diz-nos abertamente a Palavra de Deus que Jesus Cristo é o Verbo que se fez carne.

Declara-nos explicitamente a Bíblia que Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que foi morto antes da fundação do mundo.

A mesma e terrível Palavra de Deus declara abundantemente e de modo inconfundível que JESUS CRISTO representa o próprio Deus sacrificando-se a si mesmo, imolando-se numa horrorosa morte de cruz, para isso havendo sido enviado pelo Pai a fim de promover o resgate de TODOS AQUELES QUE NELE CREREM.

Ou seja, JESUS, o Verbo, fez-se homem, nascido de mulher, nascido sob a lei, veio ao mundo e, por projeção predestinatória divina, submeteu-se a si mesmo para abrir a possibilidade de vida eterna a TANTOS QUANTOS NELE CREREM.

Fica óbvio, portanto, que A SALVAÇÃO É DE TODOS, A SALVAÇÃO É OFERTADA A TODOS, isto é, a pessoas de quaisquer paragens deste mundo tenebroso, de quaisquer nacionalidades, estando sem exceção a totalidade da humanidade DE ANTEMÃO CONTEMPLADA COM A SALVAÇÃO GRATUITAMENTE OFERTADA E CONCEDIDA POR DEUS.

Faz-se evidente, então, que TODOS OS HOMENS, MULHERES E CRIANÇAS SÃO OU FORAM CONSUMADAMENTE SALVOS POR JESUS CRISTO, através do Mistério da Cruz, antes da fundação do mundo, por efeito direto da morte vicária do Cordeiro de Deus.

Mostra-se patente, por conseguinte, que essa SALVAÇÃO e VIDA ETERNA representam uma dádiva PECULIAR e INDISTINTA a todos os viventes, aos quais  Deus houve por bem abrir ensejo à individual, misteriosa e também sobrenatural possibilidade de REJEIÇÃO, na medida em que TODOS NÓS, vale dizer, TODAS AS PESSOAS NESTE MUNDO, JÁ NASCEM SALVAS PELO SANGUE DO CORDEIRO.

O PECADO, em sua origem, atingiu-nos a todos a partir do primeiro homem ou a partir do primeiro Adão.

E esse primeiro homem ou primeiro Adão REJEITOU o mandamento de Deus, pecando e trazendo maldição sobre toda a geração posterior, como estampado na Bíblia: "TODOS PECARAM".

O Criador, num ato soberanamente sobrenatural, movido também por sobrenatural preocupação com sua imagem e semelhança, e igualmente sobrenatural demonstração do amor que lhe é imanente, dispôs-se a conceder a TODOS a VIDA ETERNA ou a SALVAÇÃO a partir do segundo homem ou do segundo Adão.

Assim, todos quantos, tal como o primeiro Adão, NOVAMENTE se rebelarem ou se mostrarem indiferentes ao GRANDE E INDIZÍVEL MISTÉRIO DA CRUZ, naturalmente que estarão fora da bem-aventurança reconciliatória proposta por Deus ou propiciada por Deus em Jesus Cristo, o SEGUNDO ADÃO que, por predestinação anterior à fundação do mundo, veio resgatar TODA A HUMANIDADE.

domingo, 28 de maio de 2017

A APOLOGIA DA SALVAÇÃO BÍBLICA NA VISÃO DO CALVINISMO


UMA ILUSTRAÇÃO EXATA
Imagem: crédito para karenwarfel


Ambos concebidos pela mesma mãe
O bebê da direita é Filho de Deus
O bebê da esquerda é Filho do Cão
O bebê da direita é Predestinado para a Vida
O bebê da esquerda é Predestinado para a Morte
O bebê da direita é um miserável pecador chamado pela Graça Irresistível para possuir por herança o reino que lhe está preparado desde a fundação do mundo
O bebê da esquerda é um miserável pecador projetado para a Desgraça Irresistível e fogo eterno reservado para o diabo e seus anjos
Jesus morreu para salvar o bebê da direita
Jesus não morreu para salvar o bebê da esquerda
Deus quer que o bebê da direita viva
Deus quer que o bebê da esquerda morra
Deus ama o bebê da direita
Deus odeia o bebê da esquerda
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