Os cães se atiçam pelo olfato, enquanto que os seres humanos se conduzem pela aparência. Ambos
não podem, pois, ser levados muito a sério.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
NECESSITAMOS IR ALÉM DOS DELÍRIOS
Independentemente
da peculiaridade de visão religiosa ou percepção de vida por qualquer pessoa,
certo é que a humanidade em seu todo se insere num contexto em que inegavelmente a vida como ela é, como se
apresenta, como se desdobra, desde séculos e séculos, não evidencia sentido nenhum,
exceto se o sobrenatural da sobrenatural criação imprescindivelmente existir: Deus.
Penso
que não há realização possível no que se refere a tornar os racionais "encaixadamente" felizes, a menos que para alguns felicidade signifique ser abastado, se
empanturrar, se embebedar, se drogar, se desligar continuadamente da realidade
pouco suportável, como rotineiramente se vê.
Não
se pode crer que a realização do ser humano, o sonho de pais acalentado para
filhos se limite a que eles estudem na melhor escola, galguem o melhor emprego,
casem-se com alguém de semelhante perfil, venham a engravidar e parir filhos
que sejam fisicamente perfeitos e tenham olhos coloridos, viajem para a Europa,
estejam em constante evidência, recebam convites para entrevistas nos meios de
comunicação, busquem avidamente cirurgias plásticas para disfarce do apavorante
envelhecimento, ingressem nos melhores hospitais do Brasil e do mundo quando
acometidos por uma dessas enfermidades corrosivamente graves etc. etc.
domingo, 17 de novembro de 2019
JUÍZES SÃO APENAS JUÍZES, NADA MAIS QUE JUÍZES, SIMPLORIAMENTE JUÍZES, MEROS APLICADORES DA LEI
O
constitucionalmente assim chamado Supremo Tribunal Federal vem
desde largo tempo se mostrando obviamente prejudicial ao Brasil, nocivo às
instituições, avesso à sociedade nacional.
Os
juízes (a expressão "ministro" é apenas um epíteto protocolar) que o
integram deveriam obrigatoriamente e eticamente se limitar a julgar os processos que por lá DORMITAM a sono solto, e,
claro, fazê-lo sem todo esse alarde que a todos nos enfada, sem aquelas sessões
teatrais, sem aquela incontrolável ânsia de
estar em evidência, de se saberem e se desejarem filmados.
O
papel do juiz é apenas (APENAS) julgar
processos, aplicar a lei, distribuir justiça, com total discrição, cumprindo o
seu dever e mantendo elegante silêncio.
Esses
juízes da última instância nem entrevistas deveriam conceder. Estão
evidentemente, há elástico tempo, extrapolando claramente seu restrito papel de
simples juízes.
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
sábado, 9 de novembro de 2019
A TAL PRISÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA
Diferentemente
do que vozes sem conta no Brasil alardeiam, quem está LIBERTANDO criminosos em
todo o país não é o STF após aquele julgamento espetaculoso envolvendo a assim
rotulada prisão em segunda instância, mas, sem dúvida, a própria Constituição
Brasileira, enquanto vigente por força e efeito de ato solene dos
Representantes eleitos pelo povo, quando reunidos em Assembleia Constituinte.
Nossas
leis, em seu todo, mostram-se flagrantemente caricaturescas, parecendo
propositadamente malfeitas, despidas de desígnio aceitável, abadernadamente
descumpridas e, de modo incessante, desvirtuadamente aplicadas pelo Poder
Público.
Todavia,
deprimentemente quem MANTÉM esses mesmos criminosos SOLTOS e IMPUNES, aí, sim, é
o Superior Tribunal de Justiça, é o Supremo Tribunal Federal e todo o sistema
estagnado e inoperante chamado Poder Judiciário porque os Togados simplesmente NÃO
JULGAM, não exaurem o processo em todas as suas fases.
Eles
não se têm como em tudo semelhantes a meros e importantes Servidores Públicos
em absoluto comprometimento com a sociedade.
Regiamente
remunerados com pouquíssima similaridade em países desenvolvidos, agem como
intocáveis ou uma espécie esdrúxula de "poder inatingível".
Decidem
mal e tardiamente num ambiente via de regra teatral e impregnado de repugnante
pompa pelo derramamento sem conta do dinheiro público, onde o ego é a principal
expressão jurídica.
Esse aparente zelo com a Constituição, que o STF diz ter adotado nesse julgamento que redundou na soltura de condenados em dupla instância, deveria igualmente se tornar realidade no sentido de essa Corte se curvar à própria Constituição a fim de JULGAR os recursos faltantes de modo que a decisão condenatória que neles já existe se torne definitiva, transitando em julgado.
Esse aparente zelo com a Constituição, que o STF diz ter adotado nesse julgamento que redundou na soltura de condenados em dupla instância, deveria igualmente se tornar realidade no sentido de essa Corte se curvar à própria Constituição a fim de JULGAR os recursos faltantes de modo que a decisão condenatória que neles já existe se torne definitiva, transitando em julgado.
Acaso
teriam os Ministros do STF esquecido que a Constituição a qual dizem reverenciar
determina no art. 5º, inciso LXXVIII, que haja celeridade na tramitação de
processos quaisquer e que, portanto, não podem eles ser abandonados em
prateleiras empoeiradas ou sepultados em computadores até que se configure a
prescrição do crime?
Deu-se
pressa o STF no julgamento pela soltura e não faria o mesmo, nem ele nem os
demais Tribunais, quanto ao julgamento derradeiro que porá fim ao processo?
terça-feira, 29 de outubro de 2019
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
A IMPOSSIBILIDADE DO CALVINISMO REAL
Existe uma frase cunhada pelo próprio
João Calvino que faz referência ao que ele chama de "IMPOSSIBILIDADE DO
ATEÍSMO REAL", mas essa frase poderia ser modificada para ficar tal como o
título deste texto, ou seja: "A
Impossibilidade do Calvinismo Real".
Na verdade, NINGUÉM é calvinista,
ainda que PENSE SÊ-LO, ainda que orgulhosamente assim o diga, como se havendo
obtido uma espécie de status social.
É impossível que pessoas
quaisquer sejam DE VERDADE e NA PRÁTICA adeptas desse pensamento religioso. E por
quê?
Primeiro, porque A MAIORIA não faz a menor ideia do que
REALMENTE seja ou signifique calvinismo, e isso, obviamente, inclui aqueles
próprios que a si se rotulam como calvinistas.
Segundo, porque nem mesmo aqueles que ocupam posição
chamada de liderança num desses vários segmentos religiosos denominacionais e
que hajam obtido títulos curriculares de
entendedores doutrinários, detêm plena consciência ou ciência a respeito do tal
calvinismo.
Terceiro, porque também esses ocupantes de posições
chamadas de liderança via de regra TROPEÇAM flagrantemente quando tentam embaraçadamente
e de modo embaraçoso para outrem explicar os meandros da tese religiosa
calvinista, como se fazendo uma explanação sobre o panorama celestial.
Quarto, porque TODAS AS PESSOAS, quaisquer que sejam
elas, JAMAIS poderiam ser calvinistas, em razão da absoluta ignorância do ser
humano relativamente aos mistérios da criação, além da GIGANTESCA carência de
todas elas de natureza física, psicológica e espiritual.
Quinto, porque NADA, absolutamente NADA, sabemos no que
diz respeito à inenarrável imensidão do Criador.
Sexto, porque TODOS e TODAS, sem exceção, que se dizem calvinistas,
NEGAM o tal calvinismo minuto a minuto, com palavras, com atos, com ações, com
omissões, com prédicas, com exposições, com óbvias contradições, com orações,
com visível e intransponível dificuldade etc. etc.
Vejamos alguns exemplos:
Todo autodenominado CALVINISTA,
incluindo os que ocupam posição de liderança ou de ensinadores, faz uso a todo
instante das seguintes expressões:
"Se Deus quiser"
(Como se Deus FOSSE QUERER através
de ato futurístico)
"Ai, Meu
Deus!"
(Como se Deus ouvisse seu grito e,
por causa dele, se dispusesse a atendê-lo)
"Deus, abençoe meu
filho para que ele se converta"
(Como se fosse calvinisticamente
possível alguém se converter, ou como se o Livro da Vida estivesse à disposição
para ser preenchido ou corrigido)
"Devemos perseverar
em oração"
(Como se oração tivesse alguma
eficácia no contexto existencial calvinístico e através dela a história pudesse
vir a ser escrita pela boca do ser humano)
"Jesus
Salva"
(Como se alguém pudesse de fato
ser salvo ou vir a ser salvo em vez de ser PREDESTINADO antes de nascer, antes de
pecar, antes de Adão, antes do mundo)
"Deus ouve nossas
orações"
(Como se Deus estivesse com
ouvidos atentos e pronto a SER ACIONADO ou SENSIBILIZADO ou INCLINADO ou
MOTIVADO pelas orações calvinísticas)
Num domingo de reunião denominacional,
o dirigente calvinista rotineiramente diz ou apregoa solenemente:
"Se vocês pagarem
o dízimo, serão abençoados por Deus. Quem se omitir quanto ao dízimo, cai no desagrado
de Deus e sofrerá consequências".
E esses dirigentes dizem essas
coisas como se vivessem ao abrigo do
Antigo Testamento, como se a bênção
e a maldição estivessem a depender de atitudes humanas e como se estivessem no lugar de Sacerdotes Levitas.
Quando morre alguém de sua família,
o calvinista nunca diz: "Graças a
Deus".
Quando fica doente, o calvinista nunca diz: "Obrigado, meu
Deus por esta doença predestinada".
Semelhantemente, quando alguém de
sua família é atingido por enfermidade, o calvinista nunca diz: "É inútil orar para a cura, porque o João
Calvino ensinou inerrantemente que os dons espirituais não se aplicam ao nosso
tempo, já que o Livro de Tiago, capítulo 5, foi revogado".
Quando pratica alguma ilicitude ou
se entrega a algum pecado, o calvinista nunca
diz: "Faço trapaças porque estou predestinado a
fazê-lo"; ou, quiçá, "Faço trapaças
porque estou exercitando meus atributos de livre-agente, e Deus, portanto, não
tem nada com isso".
De modo semelhante, quando
espanca sua esposa, o calvinista nunca
diz: "Sou espancador de mulheres porque estou
agindo na condição de livre-agente, e esse meu ato não pode ser imputado a Deus".
Quando ouve notícia de algum
crime, por exemplo, de latrocínio, roubo ou estupro, o calvinista nunca diz: "Esse homicida e
esse estuprador agiram com a credencial de instrumentos da divina providência e
executaram os juízos de Deus. Portanto, a vítima teve o que inevitavelmente merecia".
Se algum ladrão invade sua casa,
o calvinista nunca diz: "Bem-vindo,
instrumento da divina providência. Fique à vontade para executar os decretados e
cronometrados juízos de Deus, dos quais eu sou pleno merecedor".
Portanto, NENHUMA PESSOA no mundo
é, de fato, isso ou aquilo; muito menos, calvinista.
domingo, 29 de setembro de 2019
A MIRAGEM DO SER
Ninguém (NINGUÉM)
neste mundo detém a possibilidade de SER na acepção ampla da palavra, mas
meramente de ESTAR, pois que encontramo-nos imersos num processo ou num
sequencial de GIGANTESCO DESCONHECIMENTO de tudo e de todos, simplesmente
porque, perceptivelmente, nada sabemos nem sobre nós, muito menos sobre os
demais viventes, exceto voláteis e inconsistentes suposições.
Nesse terreno, o
máximo que se consegue, tateando na opacidade da existência física fugaz, poderia,
quiçá, ser ilustrado pela conhecida frase de J. Guimarães Rosa, tida erroneamente
apenas como jocosa: "Eu quase que nada sei. Mas
desconfio de muita coisa."
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
O INTERRUPTOR DE TODOS NÓS
O curso e contexto da existência de todos os seres humanos
consiste em uma série ininterrupta de repetições de pensamentos, de palavras, de
hesitações, de atos, de gestos, de alegrias, de tristezas, de desatinos, de
enfermidades, de frustrações, de realizações grandes e pequenas, de nobreza, de
vileza, de idas e vindas. Regressamos incessantemente às mesmas vaidades, tropeçamos nas mesmas
contradições e cultivamos o antigo egoísmo
Tudo isso ao som das mesmas músicas disfarçadas por diferentes
letras, demonstrando, quiçá, alguma empatia pela agonia óbvia da humanidade, ouvindo
os mesmos e embotados discursos, assistindo às tragédias nossas de cada dia.
Geramos filhos e a eles nos dedicamos com esmero. Envelhecemos rapidamente, abstraídos das marcas de nossos rostos e ainda ávidos por novas repetições que nos tragam alento na já claudicante fase de vida.
Geramos filhos e a eles nos dedicamos com esmero. Envelhecemos rapidamente, abstraídos das marcas de nossos rostos e ainda ávidos por novas repetições que nos tragam alento na já claudicante fase de vida.
Em meio a todas essas variantes que nos conduzem por largos dias e
elásticas décadas, surge ao longo do caminho, sem que queiramos ou desejemos,
uma espécie de interruptor ao qual se dá o nome de morte e que nos arrebata essa tão fortemente
acalentada necessidade de permanecermos absorvidos em nosso cortejo de
repetições cotidianas.
segunda-feira, 22 de julho de 2019
RECADO AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Votei em você nas últimas
eleições e em você votaria novamente se do outro lado da disputa eleitoral
figurasse alguém daquele tal "partido"
que assolou o Brasil por mais de uma década.
Mas, com
desapontamento, tenho de admitir que nosso Representante-Mor ocupante do
Palácio do Planalto comete plurais equívocos em suas manifestações pessoais e
pelas redes sociais.
Mostra-se algo
embaraçado com ideias e metas de governo; não sabe a quem dar ouvidos em seu staff, não sabe se põe em prática todas
as sugestões de origem tida como conspiratória apresentadas por seu filho.
Diante de
jornalistas, ele mesmo pergunta e ele mesmo responde com incompreensível agressividade,
impedindo o normal fluir de uma entrevista.
Esbarra em
contradições, constrói metáforas absolutamente inconsistentes, critica
acidamente e destitui abruptamente pessoas de cargos do alto escalão, sem com
elas demonstrar qualquer consideração ou respeito etc. etc.
Não, Presidente! Pare, pense e reflita. Não é esse o perfil que nós, eleitores, que o
elegemos, esperávamos da Primeira Autoridade do País.
Ainda há tempo
abundante para severa mudança de posicionamento pessoal e governamental, antes
que uma crise de grandes proporções e de difícil solução se instale e os avermelhados defensores do caos dela se aproveitem.
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