Quando
tomada ou considerada no sentido que lhe é peculiar, ou seja, de "ESTUDO
DE DEUS", consistindo
em debruçada elucubração curricular acadêmica, seguida de diplomação não raro
entre títulos e pompas, a assim chamada TEOLOGIA remete-nos tristemente ao pleno
reconhecimento de que, antes, hesitantemente pouco sabíamos, e, depois dela, absolutamente nada sabemos a respeito de Deus.
sábado, 24 de dezembro de 2016
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
A VIDA ASPIRANDO À VIDA JAMAIS VIVIDA
A
grande questão envolvendo a vida nasce e concentra-se na própria
e misteriosa vida
O
grande drama de todos os viventes reside precisamente no fato de
estarem vivos e de se perceberem hospedeiros de vida
A
grande tragédia da vida revela-se ao longo da própria vida e indubitavelmente
por causa da vida
A
grande expectativa da vida é a própria vida
As
grandes e multivariadas perplexidades no curso da história da vida defluem ou
decorrem da vida em si mesma
As
imensas e indizíveis tristezas da vida são peculiaridades indissociáveis
do embate entre ela e ela mesma
A
incontida e incessante ânsia do ser humano por alegrias, por realizações, por
pujança e pela perpetuação são derivações da vida em si própria
O
morrer de todos nós ou a morte em si mesma iguala-nos em absoluto e traduz o reflexo paulatinamente
desdobrado de uma efêmera e sempre incompreendida vida
domingo, 27 de novembro de 2016
PREDESTINAÇÃO: ESSA MIXÓRDIA CALVINISTA
Se, como preconizado pelo calvinismo, não existe LIBERDADE DE VONTADE ou LIVRE-ARBÍTRIO, então obviamente não pode haver SALVAÇÃO nem
CONDENAÇÃO.
Tratar-se-ia, iniludivelmente e insofismavelmente, de ENSIMESMADA PROJEÇÃO DIVINA caracterizada, assinalada ou
peculiarizada por absoluta desvinculação.
Se o ser humano não pode, não
está apto, não foi criado para se
direcionar existencialmente a si mesmo, nem para
nascer, nem para estar vivo, nem para cruzar a história da vida terrena, nem
para deixar marcas suas próprias no cotidiano, a Bíblia é um
completo equívoco.
Se pessoas são selecionadas para a vida eterna num lugar chamado Céu, através de um Decreto Predestinatório Imexível, sem manifestação eficaz de anseio ou de
aspiração, é barulhentamente evidente que ISSO NÃO REPRESENTA SALVAÇÃO.
Se pessoas, se incontáveis pessoas, como ensina a Bíblia, são
selecionadas para a morte
eterna num lugar chamado Inferno, através de uma Infalível Lei Predestinatória, e se tais pessoas são
despidas de qualquer expressão autônoma tanto de DESEJO de VIVER quanto de REPÚDIO ao
Criador, ou de REVOLTA contra as ordenanças divinas, é irrefutável que ISSO NÃO TRADUZ CONDENAÇÃO.
Se o ser humano NÃO PODE BUSCAR A DEUS ou não lhe está ao
alcance RECEBER DE BOM GRADO nem EXPRIMIR ACEITAÇÃO DO PLANO DE DEUS para a
preservação da alma, é mais do que evidente que esse mesmo ser humano, em
sentido oposto, JAMAIS PODERIA, por si mesmo, REJEITAR A DEUS ou OPOR-SE A
DEUS, como se estivesse fazendo uma
espécie de "opção" pelo Inferno.
Por isso, e por variantes outras lavradas repetidamente e
enfaticamente na Bíblia, o segmento religioso denominado calvinista revela-se
não apenas alheado do Evangelho, mas frontalmente
prejudicial à Mensagem Real que representa a RAZÃO DE EXISTIR da Sobrenatural
Palavra de Deus.
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
O MITO DO DEFICIT PREVIDENCIÁRIO E DAS CONTAS PÚBLICAS NAS TRÊS ESFERAS
Se os inumeráveis e asquerosos corruptos que infestam
os poleiros deste país se "dispusessem" à prática de
uma extrema condescendência, permanecendo por pelo
menos três meses SEM ROUBAR O POVO, os cofres públicos rapidamente ficariam
ABARROTADOS de recursos.
Aí, ou daí, ou logo depois desse natural fenômeno,
ou empós tal admirável abnegação, essas figuras repulsivas e insaciáveis poderiam
tornar a si, volver às suas fezes, voltar a roubar "normalmente", como sempre fizeram desde a proclamação da tal e
imaginária República que jamais se fez realidade, ou desde o ridículo e folclórico Grito do Ipiranga.
domingo, 13 de novembro de 2016
POR QUE A JUSTIÇA BRASILEIRA É TÃO E RANÇOSAMENTE RUIM?
O grande e triste entrave do Sistema
Judiciário Brasileiro reside nos próprios Magistrados.
O grande e triste entrave para a Distribuição
de Justiça no Brasil repousa nos próprios Togados.
A grave e inaceitável deficiência da Justiça
Brasileira jaz na insensibilidade dos próprios Juízes.
A desbotada e mofada desculpa de que o excesso de processos impediria a
agilidade e a eficiência e a utilidade prática do Poder Judiciário não passa,
realmente, de desengonçada e mofada desculpa, num cenário trágico em que pessoas incontáveis
vezes morrem na fila da Justiça, à espera de um banal despacho, de uma
quase-fútil assinatura, de uma meríssima sentença que jamais veio, e, quando
vem, não raro estigmatizada por mofo e negativa de um direito inquestionável,
mas que, para náusea do cidadão, questionado fora pelo próprio Julgador, muito
mais do que pela parte demandada.
Prestar
a atividade jurisdicional como um todo consiste em simples – leia-se: SIMPLES –
despachos, triviais despachos, simplórias decisões interlocutórias e rotineiras
sentenças alçadas à condição de prodígio, tal o mistério
interminável com o qual os processos são sombriamente emoldurados.
E
por que cargas-d'água os Juízes não proferem meros despachos, simplórias
decisões interlocutórias e rotineiras sentenças, deixando transcorrer empoeirados
meses, mofados meses e embolorados anos sem cumprir o seu rudimentar, elementar
e compulsório dever?
Não há resposta plausível ou minimamente
aceitável para esta pergunta, considerando o caos jurisdicional reinante!!
Não
existem, no assim apelidado mundo jurídico, despachos intrincados!
Não
existem, na órbita jurídica, decisões interlocutórias árduas!
Não existem, nos telhados ou nos porões
de Tribunais quaisquer, sentenças de tamanha envergadura jurídica capaz de provocar
uma espécie de estado
de coma processual, como deprimentemente se vê!
O
desdobramento de processos judiciais quaisquer consiste, sabidamente, em
despachos-estereótipos, decisões interlocutórias estereotipadas, sentenças enfadonhamente
emolduradas por óbvios clichês, mormente e
marcantemente num país em que as leis ou o conjunto de leis (cíveis,
processuais civis, penais e processuais penais) representa um ultraje ou uma agressão explícita
à população, tal o caráter retrógrado e grotesco que nelas se pode repulsivamente e insuportavelmente detectar.
Reafirme-se,
pois, que o maior obstáculo ou o grande entrave dos jurisdicionados quando batem
às portas do Poder Judiciário desta pátria-amada com vistas à composição de
direito violado encontra-se, ao abrigo de qualquer dúvida, nos próprios Juízes,
os quais, incrivelmente, 'inda que rodeados de Assessores, Auxiliares e Serviçais,
entre outros mimos palacianos, deixam a cuidadosamente adiposa impressão de
que despachar processos seria um ato heroico, decidir corriqueiramente o
corriqueiro transforma-se num prodígio, proferir sentenças em casos quaisquer,
máxime nos incontáveis e repetitivíssimos que fluem no Sistema Judiciário, constitui algo sublime, esplêndido, quase
sobrenatural...
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
O VAGUEAR INCESSANTE
A realidade é o grande problema da humanidade peregrina,
claudicante, ausente de si mesma e perdida em sua própria inconsistência.
Desorientada, sem rumo, sem saber o que fazer, embaraçada em confusos anseios, sem saber como viver, sem saber como conviver, sem saber como morrer, e, alfim, descobre-se inapta tanto para a vida quanto para a morte, naqueles momentos em que a introspecção se mostra inevitável.
Desorientada, sem rumo, sem saber o que fazer, embaraçada em confusos anseios, sem saber como viver, sem saber como conviver, sem saber como morrer, e, alfim, descobre-se inapta tanto para a vida quanto para a morte, naqueles momentos em que a introspecção se mostra inevitável.
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
O CUSPE DO CHARRUA E O SABONETE DERSO
A
humanidade, por maiores que sejam ou que têm sido os avanços tecnológicos da
modernidade, não possui conhecimento e nem mesmo diminuto registro acerca dessa
dualidade de fenômenos.
Nenhum
dos cientistas, tampouco historiadores, quer de tempos remotos, quer
contemporâneos, tiveram a ímpar oportunidade de ouvir e inteirar-se a respeito
desse duplo prodígio que permanece cercado, envolto ou submerso num imenso
mistério.
Pouquíssimas
pessoas foram privilegiadas ao ouvir narrativas feitas por
ainda mais privilegiadas outras pessoas que não apenas sentiram o retinir dos
ouvidos, mas que também viram, que presenciaram ainda que de modo fugaz os breves
momentos a partir dos quais o mundo jazeu atônito e deslumbrado.
Tristemente,
restou apenas o mito, ou tão-somente a ideia
de mito, não
obstante a indescritibilidade de fatos históricos indeléveis.
Os
seres humanos do presente e do futuro provavelmente jamais se
darão conta de que houve entre nós a bombástica, inexplicável e não percebida
presença dos, embora absolutamente autênticos,
agora reputados no máximo como utópicos e fantasiosos CUSPE DO CHARRUA e SABONETE
DERSO.
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
A RELIGIOSIDADE ESTÉRIL DO CALVINISMO
Apegando-se unicamente naquilo que repetidamente e incansavelmente
chama de Soberania de Deus, a partir da qual constrói raciocínio e conclusão
plenissuficiente e de tudo excludente, o francês João Calvino, com os aplausos
dos adeptos de suas teses, defende o Livre-Arbítrio como algo absolutamente inexistente,
absorvido ou socorrido pela Graça
Irresistível que alcança e atrai
os Eleitos.
Entretanto, no que concerne aos Réprobos, de maneira reprimida ou
propositadamente sem detença, isto é, sem se alongar no assunto, evitando
abordar o tema, declaram os calvinianos que esses Réprobos por si mesmos se
fizeram abomináveis, sob a ponderação de que o mal não poderia provir de Deus,
muito menos o mal sem causa.
E,
pergunta-se, qual
seria a diferença marcante, perceptivelmente marcante, infalivelmente marcante,
entre os eleitos pela
predestinatória graça irresistível e
os condenados pela
predestinatória desgraça irresistível?
O que os
distingue na prática, na aparência, nas atitudes, no falar, no calar-se, no
agir individualmente, no agir em sociedade, no agir em família, no agir como
autoridade, no agir como legislador, no agir como criatura imagem e semelhança
de Deus?
Na verdade, coerentemente com os próprios pontos de vista
advogados pelos calvinistas, tomando-se como parâmetro de
raciocínio o predestinacionismo ao mesmo tempo eletivo e condenatório, e ao contrário do que eles apregoam, Deus não está soberanamente no
controle de tudo.
O francês João Calvino quer passar enfaticamente,
não obstante contraditória e confusamente, a idéia de que a salvação é ato
unilateral, irresistível e soberano de Deus, barulhando relativamente ao estado
de miserabilidade espiritual do ser humano, acenando com a completa ausência de
atitude, ou de iniciativa, ou de Livre-Arbítrio que possibilitasse a qualquer vivente
voltar-se para Deus.
Todavia, de modo silencioso mas ensurdecedoramente contundente,
os calvinianos incorrem numa brutal contradição, quando, relativamente aos não-eleitos
ou predestinados para a perdição, afirmam, declaram e apregoam que tais pessoas, as
quais, em conformidade com a Bíblia, são em número muito maior do que os
Eleitos, foram por Deus condenadas ao Inferno em
decorrência de sua exclusiva malignidade, isto é, por algo como criatividade humanamente
unilateral, por voluntariedade
particular ou privada, deixando patente que, ao entendimento desse movimento
religioso, Livre-Arbítrio existe,
sim, mas apenas para quem opta por se tornar ou escolhe ser iníquo.
Exposto de outro modo, no dizer dos calvinianos, jamais admitindo o Livre-Arbítrio dos
malditos, limitando-se a vagamente declarar que eles autonomamente(?!) se fizeram culpados ou insusceptíveis
de absolvição pela Graça, não
obstante escudando-se generalizadamente e unicamente no que entendem ser
resultado da Soberania Divina; sim, no entender desse segmento religioso, por um
lado Deus predestina irresistivelmente os Escolhidos, sem que mereçam, sem que
detenham autonomia de vontade; enquanto que, d’outro lado, igualmente predestinando
os Réprobos, atribui a estes total liberdade de escolha, capacidade de se
oporem a Deus, de resistir a Deus, de desafiar a Deus, de rejeitar a Deus, de
espernear, de fazer pirraça contra Deus.
Por
que, então, cargas-d’água os calvinianos insistem em dizer que Livre-Arbítrio
não existe?
Em realidade, ou na
prática cotidiana, os calvinianistas, diferentemente do que repetidamente
discursam, aceitam, sim, a
realidade do Livre-Arbítrio, ainda
que sistematicamente o omitam e o encubram com artifícios
retóricos.
Com
outras palavras, o
Eleito, de
acordo com a prédica de Calvino, volta-se
a enfatizar, é predestinado imerecidamente, pela Graça
dita como irresistível, sem qualquer oportunidade de escolha ou de exercício de
vontade;
enquanto que o Réprobo ou Ímpio ou Maldito, embora predestinado para a eterna separação de Deus,
ver-se-á frente a frente com tal realidade existencial por sua peculiar culpa(sic), por seu
próprio esforço(sic), voltando as costas para Deus, voltando as costas para a
Graça, voltando as costas para o bem, escolhendo ser mau em vez de buscar o
bem, rejeitando explicitamente e indesculpavelmente a Deus.
Ou seja, na ótica do João Calvino, o Réprobo é dotado de força de vontade autoconducente, ao
contrário do Eleito que nada pode fazer contra o chamado divino que o atrai de modo irrecusável.
Afinal,
que Soberania estranhamente bifurcada, discriminadora
e segregadora seria essa?
Que Livre-Arbítrio(sic) unilateral
ou tendencioso ou milimetricamente orquestrado seria esse?
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
MEDITAÇÃO BÍBLICA CALVINISTA (Isaías 55:7)
Praticando a leitura da Palavra de Deus,
detendo-nos na passagem do Profeta Isaías, Capítulo 55, Versículo 7, segundo os
ensinamentos doutrinários do escritor João Calvino, adotados pelas denominações
religiosas que o veneram como expoente máximo, o qual, segundo alardeado, teria
sintetizado interpretativamente ou exegeticamente toda a Bíblia num livro
conhecido como ‘Institutas da Religião Cristã’, cuja autoria afirma
ter sido “mais de Deus do que dele próprio”.
A forma como os homens santos, inspirados por
Deus, escreveram na Bíblia:
“Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem
maligno os seus pensamentos, e se converta ao SENHOR, que se compadecerá dele; torne para o nosso
Deus, porque grandioso é em perdoar.” (Is 55:7)
A elucidação exegética chamada calvinista:
”Deixe o eleito o seu caminho ainda errante, e o homem escolhido os seus
pensamentos incoerentes com a predestinação, e sejam abertos os seus olhos para que se converta
ao Senhor, que se compadecerá dele segundo lavrado em seus eternos
decretos; torne para o nosso
Deus, porque grandioso é em acolher aqueles que, por seu secreto conselho, são irresistivelmente
agraciados com insondável perdão.”
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
SUPREMA ALEATORIEDADE SOTERIOLÓGICA
Vejam que estranhos e
irremediáveis opostos, anunciados ou preconizados pelo segmento religioso
conhecido como CALVINISMO, em alusão à produção literária do gaulês João
Calvino.
De um lado, ou, mais
exatamente, do lado esquerdo, surge o ATEU, também conhecido como DIABO
DECRETADO, isto é, assim predestinado antes da fundação do mundo, carregando em
si as seguintes características:
Não
escolheu ser DEMÔNIO PROGRAMADO
Não planejou
ser REBENTO DE SATÃ
Não
exercitou livre-arbítrio para ser PROTÓTIPO DAS TREVAS
Age e vive
obrigatoriamente como PERALTA INFERNAL
Fala como TRAPACEIRO
DIVINAMENTE PLANEJADO
Rejeita inevitavelmente
a Deus por ser INFALIVELMENTE ANÁTEMA
Comete todas
as estirpes de pecados como SABOTADOR DOS CÉUS...
E, não obstante, é reputado como DE TUDO ISSO CULPADO e inesperneavelmente
condenado à PERDIÇÃO infernal ainda que tão-somente cumprindo à risca seu
inexorável destino de LIXO CELESTIAL, e vagueia pelo mundo cantarolando alegremente
assim: "DEIXA A VIDA ME LEVAR".
De outro lado, ou, mais
exatamente do lado direito, refulge a figura do, também antes da fundação do
mundo, predestinadamente ELEITO ou ILUMINADO, trajado com invisíveis vestes
especiais, o qual, certamente:
Não
escolheu ser ABENÇOADO ELEITO
Não
planejou ser INTOCÁVEL JUSTO
Não
exercitou livre-arbítrio para ser INVULNERÁVEL
Age e vive
obrigatoriamente e aparentemente (apenas aparentemente) como SANTO ETERNAL
Fala como AMADO
DO ALTÍSSIMO
Comete
todas as estirpes de pecados mesmo sendo SEPARADO DO CRIADOR
E, não obstante, é ABSOLVIDO por ter sido CALVINISTICAMENTE
ELEGIDO para o GALARDÃO celestial, ainda que TÃO SIMILARMENTE PECADOR, TÃO
MORTO EM DELITOS E TÃO IMERECEDOR quanto o CULPADO E DIABÓLICO ATEU, e, nessa
condição de bem-aventurança, atravessa a existência terrena celebrando,
dançando e assoviando faceiramente este refrão: "DEIXA A GRAÇA
IRRESISTÍVEL ME LEVAR".
Sem causa, sem razão, sem
sentido, sem eira nem beira, sem quê nem para quê, tudo decorrência da aleatoriedade
por parte de um deus que seleciona os da esquerda e os da direita fazendo uso
de uma espécie de soberania calvinisticamente peculiarizada e imponderavelmente
bifurcada, expressa na seguinte definição:
"...Chamamos
predestinação o eterno decreto de Deus pelo qual houve por bem determinar O QUE ACERCA DE CADA HOMEM QUIS QUE ACONTECESSE. Pois ele NÃO QUIS
CRIAR A TODOS EM IGUAL CONDIÇÃO; ao contrário, PREORDENOU A UNS A VIDA
ETERNA; A OUTROS, A CONDENAÇÃO ETERNA. Portanto, como cada um foi criado para um ou outro desses dois
destinos, assim dizemos que um foi predestinado ou para a vida, ou para a
morte." (Institutas,
vol. III, formato pdf, tradução de Waldyr Carvalho Luz)
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