Em meio às inconsistências de uma
inconsistente existência, tudo se exaure inconsistentemente, sem que haja
respostas plausíveis, num estranho contexto de uma cambaleante e errante
humanidade, que a si mesma não se basta.
quarta-feira, 18 de julho de 2018
quarta-feira, 4 de julho de 2018
ENTREVISTA DE UM CALVINISTA
O senhor é crente ou cristão?
Não. Sou antes
de tudo predestinado para viver eternamente. A religiosidade é consequência
direta disso.
O senhor se tornou predestinado por se haver
convertido? Quando isso aconteceu em sua vida?
Não. Deus me
poupou esse trabalho. Eu apenas fui despertado pela Graça Irresistível atrelada
ao Decreto eterno predestinatório.
Bem, mas até onde se sabe a Bíblia faz expressas e
incontáveis menções à SALVAÇÃO. Afinal, como é isso?
Aquilo é uma
alegoria, já que tudo se passou antes da fundação do mundo, antes de eu ter
nascido. Salvação é uma expressão bíblica utilizada por Deus para que o simples
mortal se sinta ou tenha a impressão de que estaria sendo ou que foi salvo ou
que será salvo em determinado estágio temporal. Mas o fato é que Deus já havia
assim estabelecido num contexto de eternidade, sem que eu existisse, sem
qualquer participação de minha parte.
De que modo ou por qual meio o senhor se tornou
ciente de que estaria entre os salvos, ou melhor dizendo, entre os predestinados
para a vida celestial?
Descobri a partir da leitura dos ensinamentos do João
Calvino.
E em que específico momento da vida o senhor se
percebeu um afortunado predestinado?
Foi assim que
eu visitei uma agremiação religiosa seguidora da doutrina proposta pelo João
Calvino.
Mas e quanto às evidências espirituais em sua vida,
mencionadas expressamente e enfaticamente na Bíblia?
Não, não
existem evidências espirituais. O João Calvino ensina que os dons espirituais
descritos na Bíblia não são para nós, não se aplicam a nós, porque restritos
aos personagens bíblicos.
Quer dizer, então, que o senhor é um predestinado
para a vida eterna por mera suposição ou por estímulo de teorias doutrinárias
escritas pelo moço gaulês João Calvino?
Bem... Eu até
leio a Bíblia (com cuidado), frequento reuniões, às vezes canto, digo amém nas
orações e inclusive chego a fazer orações.
Então o senhor crê que Deus ouve orações, isto é, o
senhor acredita piamente que a oração do justo pode muito em seus efeitos,
provoca reações em Deus, como ensina a Bíblia?
Não. O João
Calvino já explicou que tudo (tudinho) está decretado, inclusive orações, e que
nenhum ser humano é capaz de pensar, falar e agir de modo a criar história ou a
escrever história. Segundo nosso mestre Calvino, não há absolutamente espaço
para ações humanas em confronto com a soberania de Deus, por efeito da qual
tanto o bem quanto o mal, tanto isto quanto aquilo, tanto irrestritamente
qualquer variante da vida deriva de um decreto anterior à fundação do mundo.
Sob essa perspectiva religiosa, nenhum ser humano
estaria apto a, por
si mesmo, ficar TRISTE, ficar DEPRIMIDO, praticar CRIMES,
ser DESONESTO, BURLAR O IMPOSTO DE RENDA, FURAR O SINAL DE TRÂNSITO, ESPANCAR A
ESPOSA, MENTIR, ADULTERAR, MATAR, SUICIDAR?
Não! Não é
assim. Conforme os altos ensinamentos do mestre Calvino, homens e mulheres são
detentores de "livre-agência" e, através dela, praticam atos na vida.
A única restrição em relação à "livre-agência" é que ela definitivamente
não habilita ninguém A ABANDONAR O CÉU ou a ESCAPAR DO INFERNO. A
"livre-agência" somente nos permite fazer as bobagens cotidianas...
Hum, então o atributo da "livre-agência" permite ao ser
humano opor-se a Deus? Deus, então, não teria escrito em
seus Decretos Predestinatórios nenhuma das trapaças, desatinos e ridicularias
humanas? Mais do que isso, a vontade humana teria prevalecido relativamente à
soberania calvinística de Deus? De que modo Deus, sendo soberano, todo-poderoso
e todo-predestinador, desconheceria o que o ser humano faria a partir da tal "livre-agência"?
Os seguidores do João Calvino, então, convivem com a ideia de que o mesmo Deus
tudo decreta e tudo predestina, mas "sem interferir"(sic) nas ações
humanas abomináveis e sem impor um ritual histórico marcado pela imutabilidade?
O senhor não acha isso completamente sem sentido?
BEM, nos nossos
cursos teológicos tudo fica bem explicadinho por Doutores especializados...
Mas, então, o que é que nós seres humanos, na
condição Bíblica de imagem e semelhante de Deus, fazemos no curso da
existência?
Nada. Tudo é Deus,
tudo é de Deus, tudo provém de Deus, tudo depende da impulsão de Deus, não
temos vontade livre nem para o bem, nem para o mal, nem para a esquerda, nem
para a direita. Todo facínora, todo ladrão, todo trapaceiro, todo sonegador,
todo corrupto, todo assassino, todo pilantra, todo pelintra, todos estes são
instrumentos da divina providência e só fazem o que Deus assinalou ou mandou ou
decretou ou determinou imutavelmente.
Como eu disse,
temos cursos teológicos com Mestrado, PhD e tudo mais...
Mas, espere! Dentro dessas teses propostas pelo
João Calvino, a Bíblia então necessariamente teria de ser completamente
desconsiderada ou, no máximo, tida como uma espécie de distração religiosa?
Não! Ao
religioso calvinista ou reformado é permitido ler a Bíblia, mas sem se
esquecer jamais dos ensinamentos infalíveis do João Calvino, conforme ele próprio
expressou no livro "Institutas da Religião Cristã", quando salientou que
teria sido inspirado por Deus, ou seja, que seu livro de teses doutrinárias
seria "MAIS DE DEUS DO QUE DELE PRÓPRIO".
Mas o senhor não disse há pouco que os dons
espirituais foram restritos aos personagens bíblicos? Como, então, o francês
João Calvino poderia ter sido "inspirado infalivelmente" por Deus
para escrever um livro que se propõe quase a substituir a Bíblia, tal a
importância que o próprio escritor a ele atribui no prefácio? Alguém que
(supostamente) tenha sido inspirado por Deus para escrever um tratado completamente
ritmado com a Bíblia necessariamente ou obrigatoriamente haverá de ter sido
impelido por um DOM ESPIRITUAL, correto? Ou não?
Digamos, então,
que nosso guia João Calvino tenha sido uma exceção pós-Bíblica...
Então, os calvinistas ou reformados são detentores
da verdade religiosa absoluta?
Sim! Nós e
somente nós estamos no caminho certo, inclusive fizemos publicar nossa
Confissão Calvinista de Fé de Westminster. As demais ramificações religiosas
são hereges e, conforme ensina nosso mestre Calvino e a confissão de Westminster,
devem ser todas elas acossadas com vigor, apanhadas e esmagadas.
Nossos líderes
são doutores, mestres, experts em divindade, ainda que com a divindade não
tendo nenhuma intimidade já que todos os dons espirituais mencionados na Bíblia
não mais existem, tal como pontificado inerrantemente pelo inigualável João
Calvino. Nós nos guiamos pela inteligência ímpar de nossos líderes, pela
capacidade extraordinária de compreensão, pelo insuperável intelecto capaz de
captar aquilo que aos hereges é impossível.
quinta-feira, 7 de junho de 2018
PERCEPÇÃO DA EXISTÊNCIA
Não há como sermos humanos sem que nossa humanidade esteja impregnada de
sensibilidade diante das tantas nuanças que de incontáveis maneiras emolduram
nossas vidas e nos encaminham para o derradeiro estágio da existência.
quarta-feira, 6 de junho de 2018
DESAPEGO FUNÉREO
Em tempos
passados, percebia-se, no agregado humano, raro êxito na tímida busca por virtudes.
Hoje,
virtudes quaisquer nem mesmo se buscam.
|
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
ADVOGADOS, NÓS PODEMOS MUDAR O JUDICIÁRIO
Isso, que desde remotíssima época vemos e presenciamos no
dia a dia, não pode ser chamado de Justiça.
Essa eterna letargia do Judiciário emoldurada pelo
descumprimento escandaloso da lei processual pela própria instituição
encarregada de Distribuir Justiça não pode mais perdurar.
Essa esquálida e troncha justificativa de que o
Judiciário se encontra "assoberbado"(sic) com milhares de
processos, não pode jamais servir de pretexto para o enxovalhamento aberto dos
jurisdicionados.
Os profissionais da Advocacia, encarregados de pleitear
em prol de direitos legítimos violados, não podem mais se submeter a essa
esdruxularia forense.
Os Defensores do Direito, constitucionalmente
indispensáveis à Administração da Justiça, não podem se omitir.
É urgente que se crie uma mentalidade ou que se
conscientize a sociedade como um todo de que Advogado é apenas
Advogado e Juiz é apenas Advogado que se tornou Juiz, isto é, aquele que,
após ter sido aprovado em concurso público, e trajado com uma típica
indumentária preta, assume o importante cargo de dar a cada um o que é seu,
proferindo decisões que reflitam a recomposição do direito e o estrito e
inafastável cumprimento da lei.
O Advogado-Juiz é tão-somente um
garantidor do direito, um agente público que, no desempenho de múnus, não age
como se fazendo "favor" ou um ato de "benevolência", mas que, como
qualquer cidadão, igualitariamente submete-se ao ordenamento jurídico.
É imprescindível uma profunda alteração no "jeito de advogar" de todos nós, com
iniciativas ágeis e intrépidas, exigindo dos Togados e de seus Auxiliares que
cumpram a lei processual, que cumpram os prazos da lei processual, que cumpram
a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, que cumpram o Código de Ética da
Magistratura, que cumpram as normas das Corregedorias locais e Nacional.
É imprescindível que Advogados passem a fazer uso
cotidiano e incessante não apenas dos recursos processuais que via de regra "peregrinam" por anos e anos, mas
invariavelmente lançando mão das Reclamações e Representações previstas
expressamente no Código de Processo, nos Regimentos Internos dos Tribunais
Estaduais, nas Leis de Organização e Divisão Judiciária Estaduais, nos
Regimentos Internos das Corregedorias locais, no Regimento Interno do Conselho
Nacional de Justiça.
É imprescindível que Advogados formalizem enfáticas
reclamações e representações contra o descumprimento da lei pelos Servidores do
Judiciário que menoscabarem os prazos a que estão
submetidos no sentido de fazerem conclusos os processos ao Togado para
despachos e/ou sentenças.
É imprescindível que Advogados se levantem contra a
ilegítima, ilícita e manifestamente ofensiva prática dos Juízes de jamais se vincularem a prazos legais, de jamais despacharem no prazo
da lei, de jamais decidirem interlocutoriamente no prazo da lei, de jamais
sentenciarem no prazo da lei.
É vital que Advogados, assim agindo, abarrotem as
Corregedorias de todos os Tribunais, os Órgãos Correicionais de todos os
Tribunais e o Conselho Nacional de Justiça, de modo que haja o despertar de uma Justiça cuja sonolência mórbida a torna ao mesmo tempo
caótica, caricata e inútil.
Relembre-se, necessariamente, o que apregoava um dos juristas mais notáveis que este País já produziu, chamado Ruy Barbosa, cujo nascimento (século XIX) data de MAIS DE CEM ANOS PRETÉRITOS e, portanto, fazendo alusão a um contexto de anomalias, isto é, a este mesmíssimo contexto de anomalias, que remonta a empoeirados idos:
Relembre-se, necessariamente, o que apregoava um dos juristas mais notáveis que este País já produziu, chamado Ruy Barbosa, cujo nascimento (século XIX) data de MAIS DE CEM ANOS PRETÉRITOS e, portanto, fazendo alusão a um contexto de anomalias, isto é, a este mesmíssimo contexto de anomalias, que remonta a empoeirados idos:
“...Os juízes tardinheiros são
culpados, que a lassidão comum vai tolerando. Mas sua culpa tresdobra com a
terrível agravante de que o lesado não tem meio de reagir contra o delinqüente
poderoso, em cujas mãos jaz a sorte do litígio pendente.
Não sejais, pois, desses magistrados, nas
mãos de quem os autos penam como as almas do purgatório, ou arrastam sonos
esquecidos como as preguiças do mato.
Não vos pareçais com esses outros juízes,
que, com tabuleta de escrupulosos, imaginam em risco a sua boa fama, se não
evitarem o contato dos pleiteantes, recebendo-os com má sombra, em lugar de os
ouvir a todos com desprevenção, doçura e serenidade.”
(“Oração
aos Moços”)
_____________________
Constituição Federal
Art. 133. O advogado é indispensável à
administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no
exercício da profissão, nos limites da lei.
Constituição Federal
Art. 5º Todos são iguais perante a lei,
sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade...
Estatuto da Magistratura, Lei Complementar
35/79
Art. 35 - São deveres do magistrado:
I - Cumprir e fazer cumprir, com
independência, serenidade e exatidão, as disposições legais e os atos de ofício;
Constituição Federal, art. 103-B
"§ 4º Compete ao Conselho o
controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento
dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições
que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura:
III - receber e conhecer das
reclamações contra membros ou órgãos do Poder Judiciário, inclusive contra seus
serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de
registro que atuem por delegação do poder público ou oficializados, sem
prejuízo da competência disciplinar e correicional dos tribunais, podendo
avocar processos disciplinares em curso e determinar a remoção, a
disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao
tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla
defesa;"
Regimento
Interno do Conselho Nacional de Justiça
Art. 4º Ao Plenário do CNJ compete o
controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento
dos deveres funcionais dos magistrados, cabendo-lhe, além de outras
atribuições que lhe forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura, o seguinte:
I - zelar pela autonomia do Poder
Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura, podendo
expedir atos regulamentares, no âmbito de sua competência, ou recomendar
providências;
II - zelar pela observância do art. 37
da Constituição Federal e apreciar, de ofício ou mediante provocação, a
legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder
Judiciário, podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se
adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da
competência do Tribunal de Contas da União e dos Tribunais de Contas dos
Estados;
Código de Processo Civil
Art. 226. O juiz proferirá:
I - os despachos no prazo de 5
(cinco) dias;
II - as decisões interlocutórias no
prazo de 10 (dez) dias;
III - as sentenças no prazo de 30
(trinta) dias.
Código de Processo Civil
Art. 228. Incumbirá ao serventuário
remeter os autos conclusos no prazo de 1 (um) dia e executar os atos
processuais no prazo de 5 (cinco) dias, contado da data em que:
I - houver concluído o ato processual
anterior, se lhe foi imposto pela lei;
II - tiver ciência da ordem, quando determinada
pelo juiz.
Código de Processo Civil
Art. 233. Incumbe ao juiz verificar se
o serventuário excedeu, sem motivo legítimo, os prazos estabelecidos em
lei.
§ 1º Constatada a falta, o juiz
ordenará a instauração de processo administrativo, na forma da lei.
§ 2º Qualquer das partes, o
Ministério Público ou a Defensoria Pública poderá representar ao juiz contra o
serventuário que injustificadamente exceder os prazos previstos em lei.
Código de Processo Civil
Art. 235. Qualquer parte, o
Ministério Público ou a Defensoria Pública poderá representar ao corregedor do
tribunal ou ao Conselho Nacional de Justiça contra juiz ou relator que
injustificadamente exceder os prazos previstos em lei, regulamento ou regimento
interno.
sábado, 12 de agosto de 2017
A FUTILIDADE DO CALVINISMO E A INUTILIDADE DO ARMINIANISMO
De que serve ou qual a utilidade dessa
infindável e idolátrica
calvinização e arminianização da vida em sua
espiritualidade?
Por que esse contínuo, embolorado e
imprestimoso parolar a respeito de homens como o francês João Calvino e o
holandês Jacó Armínio, como se deles, como se desses tais, dependesse nossa
trajetória, ou nosso êxito existencial?
Por
que calvinizar ou arminianizar a Misteriosa Salvação Bíblica?
Por que não ser apenas e consumadamente
Cristãos?
Por que não podemos viver em paz como
Cristãos, sem as
ameaças de um homem a quem chamam João Calvino e sem a peculiaridade religiosa
daquele que é lembrado como sendo Jacó Armínio?
Por que não assimilarmos apenas o que
a Bíblia POR SI MESMA nos ensina, de
maneira VIVA E EFICAZ, sem superfluidades que resultam de empáfias teológicas?
De
que servem essas cansativas, sem sentido e nauseantes "invocações
espirituais" de João Calvino, de Jacó Armínio e de outros "espíritos
iluminados"(sic)?
Por que esquisitamente dificultar aquilo
que a Bíblia tratou de sobrenaturalmente
simplificar?
Qual a razão desse amordaçamento calvinístico e desse tilintar
arminianístico?
Não bastam as bobagens cotidianas da
vida, os tropeços, os percalços, as vaidades, as ridicularias e os
deslumbramentos eivados de tolices?
Temos o firmamento por testemunha, temos
as pedras aptas a clamar, temos os lamentos que de nós emanam como criaturas
que aguardam a redenção do corpo e da alma, temos os gemidos inexprimíveis do
Espírito de Deus.
terça-feira, 1 de agosto de 2017
A DECLARAÇÃO DE FÉ CRISTÃ: REGRESSO À SINGELEZA
A Confissão de Fé de Westminster
tem necessariamente de ser
reescrita, de modo a alcançar a maior harmonia possível com a Bíblia, dela retirando-se os preciosismos, podando-se os enlevos de suposta e obviamente inútil
erudição espiritual, extirpando-se infundadas
teologias, resguardando-se aquilo que verdadeiramente pode ser haurido da Palavra
de Deus e, portanto, preservando-se
a sobrenatural simplicidade que constitui a marca inapagável do vínculo do
Criador com a criatura, sua imagem e semelhança.
domingo, 9 de julho de 2017
A VERDADEIRA PREDESTINAÇÃO BÍBLICA
O enigma espiritual representado
por Cristo e a Igreja constitui parte integrante da Palavra de Deus,
precisamente e repetidamente nestes exatos termos, isto é, O MISTÉRIO DA CRUZ.
Diz-nos abertamente a Palavra de
Deus que Jesus Cristo é o Verbo que se fez carne.
Declara-nos explicitamente a
Bíblia que Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus que foi morto antes da fundação do mundo.
A mesma e terrível Palavra de Deus
declara abundantemente e de modo inconfundível que JESUS CRISTO representa o
próprio Deus sacrificando-se a si mesmo, imolando-se numa horrorosa morte de
cruz, para isso havendo sido enviado pelo Pai a fim de promover o resgate de TODOS AQUELES QUE NELE
CREREM.
Ou seja, JESUS, o Verbo, fez-se
homem, nascido de mulher, nascido sob a lei, veio ao mundo e, por projeção predestinatória
divina, submeteu-se a si mesmo para abrir a possibilidade de vida eterna a TANTOS
QUANTOS NELE CREREM.
Fica óbvio, portanto, que A SALVAÇÃO É DE TODOS, A SALVAÇÃO
É OFERTADA A TODOS, isto é, a pessoas de quaisquer paragens deste mundo
tenebroso, de quaisquer nacionalidades, estando sem exceção a totalidade da
humanidade DE ANTEMÃO CONTEMPLADA COM A SALVAÇÃO GRATUITAMENTE OFERTADA E
CONCEDIDA POR DEUS.
Faz-se evidente, então, que TODOS OS HOMENS, MULHERES E
CRIANÇAS SÃO OU FORAM CONSUMADAMENTE SALVOS POR JESUS CRISTO, através do Mistério da Cruz, antes
da fundação do mundo, por efeito direto da morte vicária do Cordeiro de Deus.
Mostra-se patente, por
conseguinte, que essa SALVAÇÃO e VIDA ETERNA representam uma dádiva PECULIAR e
INDISTINTA a todos os viventes, aos quais Deus houve por bem abrir ensejo à individual,
misteriosa e também sobrenatural possibilidade de REJEIÇÃO, na medida em que TODOS NÓS, vale dizer, TODAS AS
PESSOAS NESTE MUNDO, JÁ NASCEM SALVAS PELO SANGUE DO CORDEIRO.
O PECADO, em sua origem, atingiu-nos
a todos a partir do primeiro homem ou a partir do primeiro Adão.
E esse primeiro homem ou primeiro
Adão REJEITOU o mandamento de Deus, pecando e trazendo maldição sobre toda a geração
posterior, como estampado na Bíblia: "TODOS PECARAM".
O Criador, num ato soberanamente sobrenatural, movido também por sobrenatural
preocupação com sua imagem e semelhança, e igualmente sobrenatural demonstração
do amor que lhe é imanente, dispôs-se a conceder a TODOS a VIDA ETERNA ou a SALVAÇÃO a partir do
segundo homem ou do segundo Adão.
Assim,
todos quantos, tal como o primeiro Adão, NOVAMENTE se rebelarem ou se mostrarem
indiferentes ao GRANDE E INDIZÍVEL MISTÉRIO DA CRUZ, naturalmente que estarão
fora da bem-aventurança reconciliatória proposta por Deus ou propiciada por
Deus em Jesus Cristo, o SEGUNDO ADÃO que, por predestinação anterior à fundação
do mundo, veio resgatar TODA A HUMANIDADE.
domingo, 28 de maio de 2017
A APOLOGIA DA SALVAÇÃO BÍBLICA NA VISÃO DO CALVINISMO
UMA ILUSTRAÇÃO EXATA
Imagem: crédito para karenwarfel
Ambos concebidos pela mesma mãe
O bebê da direita é Filho de Deus
O bebê da esquerda é Filho do Cão
O bebê da direita é Predestinado para a Vida
O bebê da esquerda é Predestinado para a Morte
O bebê da direita é um miserável pecador chamado pela Graça Irresistível
para possuir por herança o reino que lhe está preparado desde a fundação do
mundo
O bebê da esquerda é um miserável pecador projetado para a Desgraça
Irresistível e fogo eterno reservado para o diabo e seus anjos
Jesus morreu para salvar o bebê da direita
Jesus não morreu para salvar o bebê da
esquerda
Deus quer que o bebê da direita viva
Deus quer que o bebê da esquerda morra
Deus ama o bebê da direita
Deus odeia o bebê da esquerda
sábado, 13 de maio de 2017
A IGREJA REFORMADA E AS "OUTRAS": DIFERENÇAS TRISTEMENTE CHOCANTES
A MAIOR PARTE DO QUE AQUI SE ENCONTRA É ESTRANHAMENTE MANTIDA
EM OCULTO OU SIMPLESMENTE NEGADA PELO CALVINISMO
O QUE CREEM AS DENOMINAÇÕES
REFORMADAS OU CALVINISTAS
|
O QUE CREEM OS DEMAIS SEGMENTOS
RELIGIOSOS CRISTÃOS
|
|
01
|
Calvinismo
rejeita qualquer tipo de
iniciativa humana
em direção a Deus
|
As
outras Denominações creem na possibilidade da voluntariedade humana
|
02
|
Calvinismo
crê na irresistibilidade da Graça
|
As
outras Denominações creem na possibilidade de rejeição da Graça
|
03
|
Calvinismo
não crê em orações
que
ecoem nos céus e que por elas Deus se mova
|
As
outras Denominações creem que Deus ouve orações
|
04
|
Calvinismo
não crê em orações para curas de
enfermidades
|
As
outras Denominações creem que as orações são eficazes relativamente a
enfermidades
|
05
|
Calvinismo
não crê em nenhum dom espiritual
na
atualidade
|
As
outras Denominações creem em todos os dons espirituais descritos na Bíblia
como perfeitamente aplicáveis aos dias atuais
|
06
|
Calvinismo
não crê, por exemplo, em profecias
|
As
outras Denominações creem que o homem está apto a profetizar na forma Bíblica
|
07
|
Calvinismo
não crê, por exemplo, em milagres
|
As
outras Denominações creem que os milagres permanecem plenamente possíveis
|
08
|
Calvinismo
não crê, por exemplo, na
espiritualidade verbal em línguas
|
As
outras Denominações creem na manifestação de línguas na forma Bíblica
|
09
|
Calvinismo
crê que as línguas eram meramente
idiomas
de outros países (Espanhol, Inglês, Russo, Grego, Japonês, Coreano)
|
As
outras Denominações creem que o dom de línguas consistia em falar em
mistérios, isto é, não falar aos homens, mas a Deus, em sintonia com o que ensina
a Bíblia
|
10
|
Calvinismo
considera como infiéis ou hereges
as Denominações não reformadas
|
As
outras Denominações não fazem acepção e reputam como irmãs em Cristo as
demais
|
11
|
Calvinismo
considera revogado
o
capítulo 5:14-18 do Livro de Tiago
|
As
outras Denominações creem perfeitamente na Bíblia por inteiro
|
12
|
Calvinismo
proíbe ou desaconselha o casamento
entre Reformados com membros de outras Denominações
|
As
outras Denominações nem cogitam isso
|
13
|
Calvinismo
defende que seus Pastores detêm o
poder das chaves dos céus
|
As
outras Denominações não sustentam tal ponto de vista, com esse viés, com essa
intensidade
|
14
|
Calvinismo
defende que seus Pastores podem
perdoar pecados ou reter pecados
|
As
outras Denominações não adotam essa doutrina, muito menos com esse pretendido
caráter centralizador ou monopolizador
|
15
|
Calvinismo
defende que seus membros devem
confessar os pecados aos Pastores
|
As
outras Denominações não adotam essa prática, que sabidamente tem origem no
Catolicismo Romano
|
16
|
Calvinismo
defende que a liturgia deve ser
discreta,
em voz baixa, sem gritos de "glória" e "aleluia"
|
As
outras Denominações entendem que deve haver liberdade de manifestações
espirituais
|
17
|
Calvinismo
defende que todas as coisas no
âmbito existencial
fazem parte do decreto predestinatório imutável de Deus
|
As
outras Denominações não radicalizam nesse aspecto
|
18
|
Calvinismo
defende que todo homem já nasce
com endereço certo: ou para o céu ou para o inferno
|
As
outras Denominações entendem que Jesus morreu para salvar todo aquele que crê
|
19
|
Calvinismo
defende que todo e qualquer Facínora,
Bandido ou Assassino
é instrumento da divina providência usado por Deus para execução de juízos ou
tarefas punitivas
|
As
outras Denominações rejeitam isso, reputando-os como instrumentos do Diabo
|
20
|
Calvinismo
defende que ninguém crê para ser
salvo, mas que só os predestinados (ou
eleitos) serão salvos
|
As
outras Denominações defendem que quem crer será salvo, como se lê na Bíblia
|
21
|
Calvinismo
defende que Deus é o autor,
controlador e direcionador do mal
|
As
outras Denominações rejeitam isso
|
22
|
Calvinismo
defende que o pecado foi ordenado
por Deus
|
As
outras Denominações rejeitam isso
|
23
|
Calvinismo
defende que Adão pecou porque Deus
assim determinou "para sua própria glória"
|
As
outras Denominações são avessas a isso
|
24
|
Calvinismo
defende que Jacó foi um Anjo
projetado e predestinado por Deus para a vida, sem que nele houvesse qualquer
consciência ou atitude
|
As
outras Denominações entendem que Jacó foi um Homem de Deus, embora sujeito às
mesmas paixões que nós
|
Calvinismo
defende que Esaú foi um Diabo
projetado e predestinado por Deus para a morte, sem que nele houvesse qualquer consciência
ou atitude
|
As
outras Denominações entendem que Esaú foi um Homem, tanto quanto Jacó,
sujeito às mesmas paixões que nós, e não veem na Bíblia qualquer indicativo
de que Esaú tenha sido "despachado
predestinatoriamente" para o Inferno
|
|
25
|
Calvinismo
assegura solenemente que o Papa é o Anticristo ao qual a Bíblia profeticamente
se refere
|
As
outras Denominações sustentam que esse homem é apenas o Chefe de um Estado
chamado Vaticano ou da Religião Católico-Romana, e que, além disso, a figura
escatológica e profética do Anticristo não produz uma sequência infindável de
"sucessores", todos
entronizados no mesmo lugar, todos nascendo, todos envelhecendo, todos
morrendo como rotineiramente morre qualquer homem.
|
26
|
Calvinismo
preconiza que não deve haver liberdade religiosa que permita o surgimento de
seitas e sincretismos distanciados da Verdade Bíblica, os quais hão de ser
combatidos implacavelmente.
|
As
outras Denominações ponderam que o ser humano pode optar pelo caminho
religioso que lhe parecer adequado e que é um direito inquestionável de cada
qual. Impedir isso representa crime contra o sentimento ou a liberdade
religiosa ou de consciência e de crença, e que todas as pessoas serão
responsáveis diante de Deus pelos caminhos que escolherem. As violações,
prisões e homicídios praticados pelo Calvinismo em Genebra, sob o pretexto de
uma "Religião
Reformada" obviamente
que constituem uma execrável mancha.
|
27
|
Calvinismo
abraça a doutrinação segundo a qual Deus
teria ordenado o pecado ou a queda de Adão, e ao mesmo tempo apregoa que foi
o próprio Adão quem se corrompeu a si mesmo e por si mesmo, por
autodeterminação, por rebeldia, e que, portanto, Adão seria o "responsável direto" pelo surgimento
da morte.
|
As
outras Denominações reputam tal ponto de vista tão
esdrúxulo, tão alheado de qualquer mínimo sentido, que a seu
respeito não veem razão para contra-argumentos, pois que esse ensinamento
religioso, ou essa, digamos, exegese, ou essa, digamos, revelação, porque
evidentemente insustentável, sucumbe por si e em si mesma.
|
28
|
Calvinismo
defende que a salvação, ou seja,
que a vida eterna só é possível no Movimento Reformado
|
As
outras Denominações entendem que isso não merece nem ser comentado
|
29
|
Calvinismo
defende que Infiéis ou Hereges
devem ser eliminados, esmagados, mortos
|
As
outras denominações, infinitamente ao contrário, entendem que o Cristianismo representa
essencialmente o AMOR AO PRÓXIMO, exatamente como AMOROSAMENTE preconiza a
Bíblia.
|
Fontes (CALVINISMO):
Institutas
da Religião Cristã
(João
Calvino)
Confissão
Calvinista de Fé de Westminster
The
Story of Civilization
(Will
Durant, Sexto Volume)
História
da Igreja Cristã (Philip Schaff)
|
Fontes (OUTRAS DENOMINAÇÕES COM
IDENTIDADE CRISTÃ):
- Arminianismo
- Remonstrância
- Metodismo
-
Pentecostalismo
- Jacobus
Arminius
- John Wesley
- Et cetera
|
|
Assinar:
Postagens (Atom)
